Política

Moraes afirma que pressão dos EUA não influenciará julgamento de Bolsonaro no STF

Publicado em setembro 2, 2025 por Irlan Trindade

Ministro destacou independência da Corte diante de ataques de Donald Trump.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STFsobre os atos golpistas de 8 de janeiro, afirmou nesta terça-feira, 2, que a tentativa de coagir o Judiciário brasileiro por meio de pressões externas não terá qualquer efeito sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seus aliados.

Em sua fala antes da leitura do relatório da ação penal, Moraes criticou a ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e sancionou o ministro com base na Lei Magnitsky, alegando perseguição política a Bolsonaro.

“Essa coação e tentativa de obstrução não afetarão a imparcialidade e a independência dos juízes deste Supremo Tribunal Federal, que darão, como estamos dando hoje, a normal sequência no devido processo legal”, declarou o ministro.

Trump afirmou, em comunicado oficial, que o governo brasileiro estaria promovendo “perseguição, intimidação e censura” contra Bolsonaro e seus apoiadores. O texto também acusa Moraes de abusar da autoridade judicial para atingir adversários políticos.

Apesar da medida, o relator ressaltou que o STF seguirá atuando com “coragem institucional e compromisso inabalável” na defesa da soberania nacional, da democracia e da independência do Judiciário. “O Supremo Tribunal Federal sempre será absolutamente inflexível na defesa da soberania nacional, em seu compromisso com a democracia, os direitos fundamentais, o Estado de Direito e os princípios constitucionais brasileiros”, afirmou.

Após as declarações, Moraes deu início ao rito processual: leitura do relatório, sustentações orais das defesas, manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e, em seguida, os votos dos ministros da Primeira Turma. O julgamento deve se estender até 12 de setembro.

Além de Bolsonaro, respondem como réus Mauro Cid, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Walter Braga Netto e Alexandre Ramagem (PL-RJ). Eles são acusados pela Procuradoria-Geral da República de crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de direito e dano qualificado contra o patrimônio da União.

A decisão será tomada por maioria simples entre os cinco ministros da Primeira Turma — Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino. O resultado ainda poderá ser contestado por recursos no próprio STF.

Por Portal Tailândia

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