Um homem foi preso na quarta-feira (5), no município de Oeiras do Pará, no arquipélago do Marajó, suspeito de manter uma adolescente de 16 anos em cárcere privado e de submetê-la à violência e à exploração sexual. A mãe da vítima também foi presa em flagrante, suspeita de obrigar a filha a permanecer em um relacionamento com o investigado em troca de moradia e auxílio financeiro.
A ação foi realizada de forma integrada por equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Sala Lilás e Conselho Tutelar, após a própria adolescente procurar a delegacia para denunciar os crimes.
Segundo a Polícia Civil, a jovem relatou que vivia sob constantes ameaças, constrangimentos e pressão psicológica, afirmando que era coagida pela mãe a permanecer com o suspeito. Ainda conforme o depoimento, ela conseguiu fugir da residência durante a noite com a ajuda de duas amigas, pulando o muro do imóvel.
Após a fuga, as adolescentes permaneceram escondidas em uma casa abandonada até serem acolhidas, na manhã seguinte, pela mãe de uma das amigas. Em seguida, a vítima foi levada à Delegacia de Polícia e à Sala Lilás, onde recebeu atendimento especializado e formalizou a denúncia.
Diante das informações apresentadas e da natureza dos crimes investigados, as equipes policiais seguiram imediatamente para o endereço indicado, onde localizaram e prenderam o homem e a mãe da adolescente.
Durante a diligência, os agentes encontraram no imóvel outra adolescente, de 13 anos, irmã da vítima, que foi acompanhada pelos serviços de assistência social e pelo Conselho Tutelar.
As investigações apontam que o suspeito controlava a rotina das adolescentes e, segundo a polícia, chegava a impedir que elas deixassem a residência, trancando o portão com cadeado quando saía para trabalhar.
A Polícia Civil informou ainda que realizou perícia na casa onde a adolescente permaneceu escondida após a fuga e identificou a existência de câmeras de segurança na residência onde os crimes teriam ocorrido. Os equipamentos e aparelhos celulares apreendidos deverão passar por análise, mediante autorização judicial, como parte da investigação.
Os dois investigados foram autuados em flagrante. A Polícia Civil representou à Justiça pela conversão das prisões em preventivas, além de solicitar a quebra do sigilo telefônico e telemático dos dispositivos apreendidos para aprofundar a apuração dos fatos.
Após passarem pelos exames de praxe, os suspeitos permaneceram à disposição do Poder Judiciário. O caso segue sob investigação, enquanto a adolescente recebe acompanhamento da rede de proteção especializada.
Por Ver-O-Fato








