Testemunha afirma que câmera foi retirada de jovem morta após salto sem corda no interior de SP

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, caiu de uma altura de 40 metros em Limeira; polícia investiga o sumiço de equipamento que filmou a tragédia e três instrutores estão presos.

A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, ocorrida no último sábado (13) durante a prática de rope jump em Limeira (SP), ganhou um novo desdobramento. Uma testemunha relatou à polícia ter visto um integrante da equipe organizadora retirar uma câmera GoPro do corpo da jovem enquanto ela já estava caída no chão, logo após ser lançada de uma ponte sem a corda de segurança.

O pedagogo Rafael Goulart, que presenciou o acidente, afirmou que um funcionário retirou o equipamento da alça do pescoço da vítima, demonstrando preocupação em “esconder provas”. A delegada do caso, Andrea Danta Levy, confirmou que a perícia esteve no local e realizou diligências, mas a câmera, que pertencia à equipe e registrava o salto, não foi localizada. Segundo a polícia, o serviço de gravação era cobrado separadamente dos participantes pelo valor de R$ 110.

Três instrutores foram presos após admitirem que o equipamento de segurança, que deveria estar preso ao corpo de Maria Eduarda, foi esquecido enrolado no chão da plataforma de salto. Em depoimento, os funcionários mostraram-se desnorteados e não souberam explicar por que a fiscalização final não foi realizada antes de impulsionarem a jovem para a queda de 40 metros. Uma enfermeira que aguardava para saltar foi a primeira a prestar socorro e confirmou que a vítima estava com equipamentos na barriga, mas sem a corda principal conectada.

A tragédia ocorreu na Ponte do Esqueleto, um local que pertence ao governo federal e que já acumula um histórico de acidentes. Atualmente, existe um conflito de responsabilidades entre a Prefeitura de Limeira e a União sobre a fiscalização e o controle de acesso à área. O governo federal alega que pediu apoio local para bloquear a ponte, enquanto a administração municipal afirma que a omissão federal torna a situação insustentável, especialmente após a reabertura do local ter sido defendida por empresários em 2024.

Por Roma News

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