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Saiu! Governo define novo salário mínimo para o próximo ano

Medida do Governo impacta aposentadorias, benefícios e a renda de milhões de brasileiros

O governo federal enviou ao Congresso Nacional nesta quarta, 15, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 com a proposta de salário mínimo de R$ 1.717 para o próximo ano. Esse valor representa um reajuste nominal de 5,92% em relação ao piso atual. Além disso, segue a política de correção que combina inflação e crescimento econômico, ainda que sob limites impostos pelo novo arcabouço fiscal.

De acordo com o projeto, o cálculo considera a projeção de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro. Soma-se a isso a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025. Esse modelo retoma a fórmula aplicada entre 2006 e 2019. Na época, o mínimo era corrigido pela inflação do ano anterior mais o crescimento da economia de dois anos antes. Esse mecanismo voltou a vigorar em 2023.

Na prática, porém, o ganho real do salário mínimo passou a operar dentro de um limite. O pacote de ajuste fiscal aprovado no fim de 2024 incluiu o piso nacional nas regras do arcabouço. Agora, estabelece que as despesas federais só podem crescer entre 0,6% e 2,5% acima da inflação. Como a projeção de crescimento do PIB de 2025 está em 2,3%, abaixo do teto, esse percentual poderá ser integralmente incorporado ao reajuste.

Confira os valores

O PLDO também traz estimativas preliminares para os anos seguintes, indicando uma trajetória de valorização gradual do mínimo. Pelas projeções do governo federal, o piso deve alcançar R$ 1.812 em 2028, R$ 1.913 em 2029 e R$ 2.020 em 2030. Os valores, no entanto, ainda serão revisados nos próximos projetos orçamentários, conforme a evolução da inflação e da atividade econômica.

O salário mínimo é referência para milhões de brasileiros e impacta diretamente benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas. Por isso, qualquer alteração no valor tem efeito direto sobre as contas públicas e o consumo das famílias. Trata-se de um equilíbrio delicado entre responsabilidade fiscal e poder de compra, que o governo tenta manter dentro das novas regras.

Por Diário do Pará

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