Perícia acredita que o menino apanhava cada vez que acordava.
A possibilidade de um acidente doméstico foi descartada no laudo da reconstituição da morte do menino Henry Borel, a exemplo do que já tinha apontado a necropsia no corpo do garoto.
Segundo os peritos, as 23 lesões encontradas na criança “apresentavam características condizentes com aquelas produzidas mediante ação violenta (homicídio)”. Entre essas lesões, estão, por exemplo, a laceração no fígado, danos nos rins e a hemorragia na cabeça.
“Não há a menor hipótese de ele ter caído, quer seja da cama, quer seja da poltrona, quer de uma estante, que tem 1,20 metro de altura”, afirmou Denise Gonçalves Rivera, perita criminal da Polícia Civil do RJ.
Ainda segundo o laudo da reprodução, há lesões de baixa e de alta energia, provenientes de ações violentas entre 23h30 e 3h30. No depoimento, a mãe afirmou que o filho acordou três vezes com o barulho da televisão da sala, onde Monique e Jairinho assistiam a uma série.
“É possível que Henry tenha sido agredido cada vez que ele ia reclamar”, disse Denise.
O vereador carioca Dr. Jairinho (sem partido), padrasto da criança, e a professora Monique Medeiros, mãe do garoto, foram presos na última quinta-feira, 8. As prisões se deram pela suspeita de homicídio duplamente qualificado – com emprego de tortura e sem chance de defesa para a vítima –, por atrapalharem as investigações e por ameaçarem testemunhas para combinar versões.
Fonte: Portal Roma News






