A informação é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgada nesta segunda-feira, 26.
Mesmo com o cenário de crise econômica e sanitária desde o início do ano passado, o emprego formal no setor comércio do Pará apresentou crescimento nos primeiros dois meses deste ano e também nos últimos 12 meses, motivado principalmente pelo aumento das novas modalidades de contratações. A informação é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgada nesta segunda-feira, 26.
O estudo foi baseado em informações oficiais do Ministério da Economia segundo o novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), parte do projeto do Observatório do Trabalho do Estado do Pará, parceria entre o Dieese, através da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster).
O balanço sobre a flutuação do emprego formal no setor comércio paraense no mês de fevereiro mostra saldo positivo de empregos formais no comparativo entre admitidos e desligados. Segundo o levantamento, foram 7.879 admissões contra 5.804 desligamentos gerando um saldo positivo de 2.075 postos de trabalhos. No mesmo período do ano passado, o setor também apresentou crescimento de empregos formais, só que um pouco menor que o verificado este ano, com 7.652 admissões, contra 5.584 desligamentos com a geração de 2.068 postos de trabalhos.
Ainda de acordo com o Dieese, no mês de fevereiro, a maioria dos estados da Região Norte apresentaram saldos positivos de empregos formais, no comparativo entre admitidos e desligados, com destaque para o Pará com a geração de 2.075 postos de trabalhos, seguido do Estado do Tocantins com 972 e Rondônia com 575. Na outra ponta, o destaque negativo ficou por conta do Amazonas com a perda 733 postos de trabalhos.
Em fevereiro, foram registradas 18.504 admissões contra 15.470 desligamentos com a geração de 3.034 postos de trabalhos em toda a região Norte.
Balando do trimestre
O estudo do Dieese mostra ainda que nos dois primeiros meses de 2021, o Pará apresentou saldo positivo de empregos formais no setor do comércio, no comparativo entre admitidos e desligados. No total, foram 16.095 admissões, contra 12.196 desligamentos, com a geração de 3.899 postos de trabalhos.
No mesmo período do ano passado, também foi verificada um saldo positivo de empregos formais, só que bem menor que o verificado este ano, com 14.565 admissões, contra 12.720 desligamentos com a geração de 1.845 postos de trabalhos.
As análises do órgão mostram ainda que em janeiro e fevereiro, a grande maioria dos estados nortistas apresentaram saldos positivos de empregos formais, com destaque para o Pará com a geração de 3.899 postos de trabalhos, seguido de Tocantins com 1.470 e Rondônia com 805. Na outra ponta, no mesmo período analisado, o destaque negativo ficou por conta do Amazonas com a perda de 1.687 postos de trabalhos.
Nos dois primeiros meses de 2021, foram feitas no setor da agropecuária em toda a região Norte, 38.222 admissões contra 33.181 desligamentos, com a geração de 5.041 postos de trabalhos.
Balanço dos últimos 12 meses
Ainda de acordo com o balanço efetuado pelo Dieese, o Pará também mostra saldo positivo de empregos formais, no comparativo entre admitidos e desligados nos últimos 12 meses, com 82.945 admissões, contra 70.607 desligamentos, com a geração de 12.338 postos de trabalhos.
As análises do Dieese mostram ainda que nos últimos 12 meses os estados da região Norte apresentaram saldos positivos de empregos formais, com destaque para o estado paraense com a geração de 12.338 postos de trabalhos, seguido do Estado de Rondônia com a geração de 3.666 postos de trabalhos; Tocantins com 2.826 e Amazonas com 2.097 novos empregos.
Nos últimos 12 meses, foram feitas no setor comércio, em toda a região Norte, 211.492 admissões contra 187.093 desligamentos com a geração de 24.399 postos de trabalhos.
Fonte: Ascom/Dieese