Pará é o terceiro estado do Brasil com maior índice de crescimento da Covid-19, aponta Fiocruz

Número de casos da doença cresceu 18% entre 12 e 16 de abril. Mortes pela doença dobram a cada 4 dias, mais rápido que a média nacional.

Leito de UTI destinado para paciente de Covid-19 em Belém. — Foto: Reprodução / Agência Pará


O Pará é o terceiro estado do Brasil com maior tendência de crescimento no número de casos da Covid-19. Os dados são da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), disponibilizados pelo MonitoraCovid-19, plataforma que reúne informações do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais para mapear o avanço da doença no Brasil.

De acordo com os dados das secretarias estaduais e do Ministério da Saúde sobre o avanço do novo coronavírus (Sars-CoV-2), a Fiocruz aponta que o Pará registrou, entre os dias 12 e 16 de abril, um crescimento de 18% no número de casos de Covid-19. Esse número é o terceiro maior do país, quando analisado o mesmo período.

O estado do Brasil que tem a maior tendência de aceleração de casos de Covid-19 é Rondônia, que apresentou 20% de crescimento no número de casos durante o período analisado. Logo em seguida vem o estado de Piauí, com 19% de crescimento entre 12 e 16 de abril.

De acordo com a Fiocruz, a aceleração no número de casos em cada estado depende de fatores como: estabelecimento de medidas restritivas para as atividades econômicas; redução de oferta de linhas de transporte inter e intra municipais; capacidade de diagnóstico clínico e laboratorial, entre outros. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup), 62,69% da população do estado adotou o isolamento social no último domingo (19). A taxa foi a 7ª melhor posição no ranking do país.

Ainda de acordo com a Fiocruz, o Pará dobra o número de casos confirmados a cada sete dias, tendo a quinta maior taxa de duplicidade da doença no país. Segundo o levantamento, a média nacional de casos dobra a cada oito dias.

Além disso, a Fiocruz aponta que o número de mortes causadas pela doença no Pará dobra a cada quatro dias. O número também é mais acelerado que a média nacional, que dobra o número de óbitos pela doença a cada cinco dias.

Em relação ao levantamento realizado pela Fiocruz, a Procuradoria-Geral do Pará (PGE) informou que o Governo do Estado tem avaliado diariamente o cenário epidemiológico do estado e as medidas de combate ao novo coronavírus. Caso sejam necessárias, novas medidas serão divulgadas.

Colapso do sistema de saúde

Foto: Tarso Sarraf/O Liberal

De acordo com a Secretaria de Saúde do Pará (Sespa), o estado tem apenas 16 leitos de UTI vagos para tratamento de pacientes confirmados com o novo coronavírus. A Sespa ainda informou que o Pará possui 580 leitos clínicos disponíveis, todavia 350 estão ocupados com pacientes em quadro leve ou moderado de síndromes gripais.

Já a Prefeitura de Belém informou que não há mais leitos de UTI públicas disponíveis no sistema de saúde municipal. De acordo com a Sesma, o município possui 125 leitos de UTI e 1.118 de enfermaria, além de 90 leitos de observação nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Transparência

Os boletins da Sespa não informam estado de saúde dos pacientes, somente sexo, idade e município. Mas segundo o governo, a grande maioria está bem e isolada em casa.

No entanto, a falta de informações como status de atendimento, uso de leitos fez com que o Pará ocupasse a última posição no ranking sobre transparência em relação à Covid-19, segundo levantamento da OpenKnowledge Brasil.

G1

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