Início abuso sexual Motorista de van escolar abusava de meninas de 11 a 15 anos

Motorista de van escolar abusava de meninas de 11 a 15 anos

Mãe de uma das vítimas chegou a considerar que os relatos da filha eram ‘exageros’, já que o homem é de uma família ‘muito tradicional’.

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, nesta semana, um motorista de transporte escolar de 29 anos suspeito de abusar sexualmente de pelo menos seis meninas de 11 a 15 anos durante o trajeto em uma van que atendia estudantes entre Vespasiano e São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

Segundo as investigações, os atos ocorriam quando o número de passageiros diminuía, momento em que o motorista chamava algumas alunas para o banco da frente e realizava toques íntimos, além de pedir que elas o tocassem. Uma das vítimas relatou que ele chegou a mostrar imagens do próprio órgão sexual.

De acordo com a  polícia ao tomar conhecimento das denúncias, o suspeito telefonou para algumas meninas se passando por advogado e oferecendo acordos financeiros. Ele também registrou boletim de ocorrência acusando os pais das vítimas de calúnia, numa tentativa de reverter a acusação

Polícia Civil informou que outras três meninas demonstraram receio de prestar depoimento devido ao poder econômico e à influência social da família do acusado. Ele é filho de um pastor já falecido, fundador de uma igreja em São José da Lapa, e ocupa posição de liderança na instituição religiosa. Em um dos relatos, a mãe de uma das vítimas admitiu que inicialmente duvidou da filha por considerar a família do suspeito “tradicional”.

Polícia Civil de Minas Gerais afirma ainda que outras três vítimas ficaram receosas de prestar depoimento por conta do ‘poder aquisitivo da família’, que também está envolvida com a igreja. O pai do motorista era pastor e fundador de uma igreja na cidade de São José da Lapa, e faleceu no início deste ano. O autor dos abusos é sócio diretor líder de casais na igreja.

Investigações e Impacto Social

Por conta disso, a mãe de uma das vítimas chegou a considerar que os relatos da filha eram ‘exageros’, já que o homem é de uma família ‘muito tradicional’. A delegada do caso, Nicole Perim, reforçou um alerta aos pais: “O abusador não tem cara, não tem classe social, não tem profissão, não tem religião e não tem idade. A gente sempre fala que o maior perigo de um abusador é que ele realmente não apresenta perigo algum. Então, não deixem de procurar ajuda.”

Por Diário do Pará

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