Uma funcionária do Banco da Amazônia foi presa preventivamente na manhã desta sexta-feira (30), durante a Operação Rastro Oculto, realizada pela Polícia Civil em Novo Progresso, no sudoeste do Pará. Ela é suspeita de participar de um esquema de desvio de dinheiro de clientes idosos da instituição financeira.
De acordo com as investigações, o caso começou após um idoso denunciar movimentações bancárias não autorizadas em sua conta, que resultaram em um prejuízo de R$ 138.977,66. A suspeita teria utilizado a relação de confiança com a vítima para cadastrar o aplicativo bancário em seu próprio celular e realizar transferências sem autorização.
Durante as apurações, os investigadores identificaram indícios de que parte dos valores teria sido utilizada em compras pessoais, incluindo um iPhone 17 Pro Max, avaliado em R$ 9.890. A polícia também apontou possíveis gastos com viagens.
As investigações identificaram ainda uma segunda vítima, também idosa, que teria sofrido um prejuízo de R$ 49.950. Somados, os valores chegam a aproximadamente R$ 188,9 mil. A polícia não descarta a existência de outras pessoas prejudicadas.
Segundo a Polícia Civil, após tomar conhecimento das investigações e ser afastada das atividades bancárias, a funcionária deixou Novo Progresso e passou por diferentes localidades, incluindo Abaetetuba, Belém, Guarulhos, em São Paulo, e Sinop, no Mato Grosso.
A mulher foi localizada em uma área rural de Castelo dos Sonhos, distrito de Altamira, e posteriormente presa durante a operação. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em dois endereços de Novo Progresso.
A investigada responde, em tese, por suspeitas de peculato, inserção de dados falsos em sistema de informações, estelionato e lavagem de dinheiro. As investigações continuam para identificar possíveis outras vítimas e esclarecer o destino dos recursos.
Com informações do Roma News.







