O fonoaudiólogo foi preso em sua residência, onde a polícia apreendeu computador, celular e outros materiais
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 21ª Delegacia de Polícia de Taguatinga Sul, prendeu nesta quarta-feira (11) um fonoaudiólogo de 34 anos suspeito de agredir uma criança de 4 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e condição não verbal durante uma consulta.
Segundo a investigação, o profissional está sendo acusado de violência contra a criança, e a prisão faz parte das medidas adotadas para garantir a proteção da vítima e aprofundar a apuração do caso. A polícia segue reunindo elementos para encaminhar o suspeito à Justiça e determinar as responsabilidades criminais.
O que ocorreu?
De acordo com a investigação, o profissional atuava em uma clínica especializada no atendimento de crianças com autismo. Em dezembro, durante um atendimento, ele teria cometido estupro contra uma menina de apenas quatro anos.
Segundo a PCDF, após a sessão, a criança deixou o consultório em crise, despertando a atenção da mãe, que percebeu que o choro intenso e persistente da filha não era habitual.
“Enquanto retirava a menor da clínica, a mãe, que continuava preocupada com o choro da criança, notou um fio de cabelo que não pertencia a ela durante a troca de fraldas”, informou a polícia.
Na mesma data do ocorrido, a mãe da criança registrou boletim de ocorrência e entregou às autoridades o fio de cabelo encontrado na fralda e as roupas usadas pela filha durante o atendimento.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou os exames periciais necessários, que constataram a presença de espermatozoides nas vestimentas da criança. Durante a análise, foram identificados diversos pontos contendo material genético, que foram coletados e serão submetidos a novos testes para confirmar se o sêmen pertence ao suspeito.
Apreensão de materiais em residência
O fonoaudiólogo foi preso em sua residência, onde a polícia apreendeu computador, celular e outros materiais que poderão ser usados para confronto genético e complementar as investigações. As apurações continuam em andamento, com foco em garantir a responsabilização criminal do autor e a proteção da vítima.

Por O Liberal