Na primeira sessão presencial aberta a todos os deputados na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), o deputado estadual delegado Toni Cunha (PTB) compareceu ao plenário depois de declarar, há menos de 14 dias, que está com covid-19. O deputado foi questionado e convidado, pelos demais, a deixar a sessão para preservar a saúde dos colegas.
Cunha chegou, inclusive, a apresentar um requerimento nesta terça-feira, 15, pedindo licença para cuidar de um problema de saúde. A sessão acabou sendo suspensa, segundo informação oficial, por falta de quórum, ou seja, de deputados para trabalhar na votação de projetos.
O deputado Carlos Bordalo (PT), um dos que questionou para que Cunha deixasse o plenário, afirmou que seu questionamento foi em prol da saúde de todos. “Ora, ele já havia declarado no grupo de deputados que estava com covid-19, recebeu solidariedade dos pares e de repente, poucos dias depois, aparece na Casa pedindo uma licença, quando na realidade poderia apenas ter trazido um atestado médico”, disse.
Bordalo ressaltou que o momento da pandemia ainda é delicado. “A pandemia ainda não passou, e precisamos ter cuidados com a nossa saúde e com a saúde das outras pessoas. É preciso estar alerta nessa nova normalidade que ainda não é de fato normal”, afirmou.
Bordalo também questionou o fato de a sessão ter sido suspensa por falta de quórum. “Um absurdo, e mesmo tendo sido aprovada minha proposição de fazer um dia só em dois turnos, ainda assim não tivemos quórum. Seu eu fosse presidente aprovava junto à mesa diretora desconto salário com doação dos valores para projetos sociais, como já ocorre em alguns Estados”, sugeriu o deputado.
Segundo informações que circularam na Alepa, o deputado Toni Cunha informou em grupos a primeira vez no último dia 6 que estariam com covid-19, e por esta data ele não teria cumprido sequer a quarentena de 14 dias.
Por Roma News
