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Custo da cesta básica cai em Belém pela primeira vez no ano, mas alimentos seguem caros no semestre

Apesar do recuo registrado em junho, a cesta básica comercializada em Belém acumula alta de 6,49% no primeiro semestre de 2025

Um estudo divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) nesta terça-feira (8) mostra que o custo da cesta básica de alimentos em Belém caiu 2,39% no mês de junho — a primeira redução do ano.

No mês passado, a cesta passou a custar R$ 709,04, ante os R$ 726,38 registrados em maio. Apesar do recuo, o valor ainda compromete cerca de 50,5% do salário mínimo atual (R$ 1.518,00), exigindo 102 horas e 46 minutos de trabalho apenas para garantir a alimentação mensal de um trabalhador individual.

A pesquisa indica que sete dos 12 itens que compõem a cesta tiveram queda nos preços, com destaque para o arroz (−9,55%), tomate (−5,45%) e açúcar (−3,15%). Por outro lado, leite (+0,48%), feijão (+0,18%) e pão (+0,12%) registraram aumento no mês.

Alta acumulada no semestre

Mesmo com a queda em junho, o balanço do primeiro semestre de 2025 mostra que o custo da cesta em Belém acumula alta de 6,49% — mais que o dobro da inflação estimada para o período (2,80%).

Entre janeiro e junho, os maiores aumentos foram registrados no café (+50,78%) e no tomate (+34,25%). Já o arroz (−21,47%) e o óleo de soja (−11,34%) puxaram as maiores quedas.

Para uma família padrão, composta por dois adultos e duas crianças, o Dieese estima que seriam necessários R$ 2.127,12 por mês apenas com alimentação — o equivalente a cerca de 1,40 salário mínimo.

Custo da alimentação em 12 meses

Na comparação anual (junho de 2024 a junho de 2025), a cesta básica em Belém acumula alta de 1,94%. O café foi o item com maior reajuste no período, com aumento de 83,24%. Também subiram o óleo de soja (+20,43%) e a carne bovina (+12,03%). Já o arroz (−24,54%), o feijão (−17,46%) e o açúcar (−12,08%) apresentaram as maiores quedas.

Belém tem uma das maiores altas do país no semestre

Entre as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, Belém apresentou o 12º maior valor da cesta básica em junho e a 6ª maior alta acumulada no semestre. A capital com o custo mais alto foi São Paulo (R$ 882,76), e a com o menor, Aracaju (R$ 557,28).

Em 11 das 17 cidades, o custo da cesta caiu em junho, com destaque para Aracaju (−3,84%) e Belém (−2,39%).

Salário mínimo necessário

Com base no valor da cesta mais cara do país, o Dieese estima que o salário mínimo ideal em junho de 2025 deveria ser de R$ 7.416,07 — cerca de 4,89 vezes o salário vigente. O cálculo considera despesas básicas de uma família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, transporte e lazer, conforme previsto na Constituição Federal.

Variação dos preços da cesta básica – Belém (junho de 2025)

  • Carne (1 kg): Jun/25: R$ 41,26 | Mai/25: R$ 42,46 | 12 meses: +12,03%
  • Leite (1 litro): Jun/25: R$ 8,44 | Mai/25: R$ 8,40 | 12 meses: −1,17%
  • Feijão (1 kg): Jun/25: R$ 5,58 | Mai/25: R$ 5,57 | 12 meses: −17,46%
  • Arroz (1 kg): Jun/25: R$ 5,78 | Mai/25: R$ 6,39 | 12 meses: −24,54%
  • Farinha (1 kg): Jun/25: R$ 10,86 | Mai/25: R$ 11,11 | 12 meses: −2,60%
  • Tomate (1 kg): Jun/25: R$ 9,72 | Mai/25: R$ 10,28 | 12 meses: −9,16%
Entre as 17 capitais pesquisadas, Belém teve a 12ª cesta mais cara em junho e a 6ª maior alta no semestre (Freepik)

Por O Liberal

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