Cantor paraense publicou vídeo nas redes sociais e declarou inocência após decisão da Justiça
O cantor Bruno Mafra, vocalista da banda Bruno e Trio, se pronunciou pela primeira vez após ser condenado pela Justiça do Pará por estupro de vulnerável contra as próprias filhas. Na noite desta segunda-feira (6), o artista publicou um vídeo nas redes sociais em que fala sobre o caso. Ele também compartilhou fotos e conteúdos com as filhas nos stories.
Durante o pronunciamento, Bruno Mafra afirmou que é inocente das acusações. “Eu quero afirmar a todos aqui presentes, pais e mães, vocês que acreditam na Justiça, eu sou um inocente”, declarou.
No vídeo, o cantor disse que está sendo falsamente acusado e mencionou conflitos familiares ao longo dos anos.
Durante o vídeo, Bruno Mafra criticou a cobertura do caso e negou as acusações.
“Eu repudio a imprensa maldita de criação de notícias falsas a meu respeito, que tem veiculado que eu sou um abusador criminoso, que tem veiculado que eu estou foragido, que tem veiculado que eu cometi prática de conjunção carnal com minhas filhas”, disse.
Ele também comentou o teor das denúncias e mencionou conflitos familiares.
“A acusação é de que eu toquei em partes das minhas filhas consideradas íntimas e que elas se sentiram abusadas por isso. Por isso foram ao tribunal com suas mães reunidas, ex-mulheres que se reuniram, fizeram uma verdadeira devassa na minha vida”, afirmou.
Defesa e promessa de apresentar provas
O cantor afirmou que pretende apresentar provas para contestar as acusações. “Não desistirei de provar a minha inocência, de trazer à luz a verdade e fatos que vão mostrar de forma clara as contradições. Não são palavras, são provas”, disse, antes de mostrar o depoimento publicado pela filha após repercussão do caso.
Ele também declarou não compreender as denúncias e citou o suporte que afirma ter dado às filhas ao longo dos anos, como escola particular, plano de saúde, alimentação e pensão.
“Eu não consigo entender um ser humano que age dessa forma. Eu não vou desistir de provar a minha inocência”, afirmou.
Ao final, reforçou a intenção de continuar a defesa pública. “Essa falsidade vai ter que cair e ela vai cair no tempo certo. Fiquem comigo até o final dessa jornada, para que vocês testemunhem com os próprios olhos aquilo que será revelado”, concluiu.
Entenda o caso
A decisão da Justiça do Pará foi mantida pela 1ª Turma de Direito Penal, que rejeitou recursos da defesa. O artista foi condenado a 30 anos, 4 meses e 24 dias de prisão em regime inicial fechado por estupro de vulnerável. O cantor nega os crimes.
De acordo com o processo, os crimes teriam ocorrido entre 2007 e 2011, em Belém, quando as duas vítimas tinham 5 e 9 anos de idade. As denúncias foram feitas em 2019, quando elas já eram adultas. Segundo o Ministério Público, os abusos aconteceram de forma recorrente, em diferentes locais, como a residência da família e um veículo.

Por O Liberal