Ícone do samba e da canção popular, o cantor e compositor enfrentava um câncer havia um ano e faleceu no Hospital 9 de Julho, deixando a cultura nacional em luto.
A música brasileira perdeu neste domingo (18) uma de suas vozes mais marcantes e cheias de personalidade. Benito di Paula morreu aos 84 anos, por volta das 20h, no Hospital 9 de Julho, em São Paulo. O artista, que lutava contra um câncer havia cerca de um ano, deixa um vazio profundo na cultura do país e na história do samba, conforme confirmou a assessoria de imprensa do músico.
Nascido Uday Vellozo em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, no final de 1941, Benito carregava a música no sangue desde cedo, influenciado pelo pai, que tocava diversos instrumentos de forma amadora. O garoto que começou cantando em hotéis da cidade natal cresceu para se tornar um ícone absoluto. Na década de 1970, ele conquistou o país ao misturar o samba tradicional com elementos românticos e o piano, criando uma identidade única que batizou de “samba-joia”.
Foi com o mega-sucesso “Retalhos de Cetim”, em 1973, que ele explodiu nacionalmente, vendendo mais de 150 mil cópias e abrindo caminho para outros hinos populares como “Mulher”, “Vai Ficar na Saudade” e “Charlie Brown”. Sua facilidade para conversar com o público através de melodias marcantes transformou sua obra em trilha sonora da vida de milhares de brasileiros.
A veia artística e o amor pela música também passaram de geração para geração. Rodrigo Vellozo, seu filho, seguiu os passos do pai no piano e nos vocais, chegando a dividir os palcos e estúdios com ele no álbum “O Infalível Zen”, lançado em 2020. A partida de Benito encerra um capítulo brilhante da nossa MPB, mas sua arte continuará viva na memória de quem sempre cantou seus versos. Até o momento, informações sobre o velório e o sepultamento ainda não foram divulgadas pela família.
Por Roma News







