Embaixada brasileira publicou nota traduzida de Darren Beattie contra o STF
A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou nesta quinta-feira, em seu perfil oficial do X (antigo Twitter), a tradução de uma publicação do subsecretário de Estado para a Diplomacia Pública e Assuntos Públicos dos Estados Unidos, Darren Beattie. A autoridade do governo americano afirma que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é ‘coração pulsante do complexo de perseguição e censura’ contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Graças à liderança do presidente Trump e do secretário Rubio, estamos atentos e tomando as devidas providências”, continua a nota, se referindo ao secretário de Estado do governo de Donald Trump, Marco Rubio. Na semana passada, Rubio havia anunciado a revogação imediata do visto de Moraes e de outros ministros da Corte.
A suspensão foi mais um capítulo na crescente tensão criada pelos Estados Unidos com o Brasil. No último dia 9, o presidente Donald Trump anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos EUA.
Desde então, há uma escalada de mensagens oficiais de representações americanas no Brasil em favor de Bolsonaro e hostis a Moraes. No mesmo dia 9, a embaixada americana emitiu nota endossando Trump. A representação afirmou que Bolsonaro e sua família têm sido ‘fortes parceiros’ dos americanos e disse que a ‘perseguição política contra ele, sua família e seus apoiadores é vergonhosa e desrespeita as tradições democráticas do Brasil’.
Na semana passada, a embaixada criticou a atuação da Suprema Corte brasileira e a chamou de ‘Supremo Tribunal de Moraes’. Na última terça-feira, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) iniciou uma investigação sobre o Brasil, para apurar se práticas comerciais brasileiras prejudicam de alguma forma o comércio americano.
A embaixada também enviou uma mensagem diretamente aos imigrantes brasileiros que estão ilegalmente no país americano, incentivando-os a voltar para casa. A publicação reforça a política anti-imigração aplicada por Trump desde o início de seu segundo mandato na Casa Branca.








