Preço do feijão dispara 63% em Belém em 12 meses; veja quanto custa o quilo

O preço do feijão em Belém acumula alta de 63% nos últimos 12 meses, apesar de uma leve redução em julho. O DIEESE/PA aponta que o alimento continua pesando no bolso das famílias paraenses.

O feijão continua pesando no bolso das famílias de Belém. Apesar da redução registrada em julho de 2026, o alimento acumula alta de 61,82% somente neste ano e de 63% nos últimos 12 meses, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (24) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos no Pará (DIEESE/PA). O quilo, que custava em média R$ 5,46 em julho do ano passado, chegou a R$ 8,90 no mês passado.

A pesquisa mostra que o preço médio do produto recuou 2,94% entre junho e julho, passando de R$ 9,17 para R$ 8,90. A queda ajudou a reduzir o custo da cesta básica de alimentos comercializada na capital paraense, que ficou em R$ 724,10 em julho, retração de 4,65% em relação a junho. Mesmo assim, o DIEESE/PA alerta que a alta acumulada do feijão continua bem superior à inflação dos mesmos períodos.

O levantamento semanal realizado nos principais supermercados de Belém revela uma forte escalada ao longo deste ano. Em dezembro de 2025, o quilo do feijão custava R$ 5,50. O preço subiu para R$ 5,69 em janeiro e avançou até R$ 9,17 em junho, antes de recuar para R$ 8,90 em julho. Na comparação entre janeiro e julho, o aumento chega a 61,82%. Em 12 meses, considerando julho de 2025 e julho de 2026, a alta alcança 63%.

Fatores que influenciam o encarecimento

Segundo o DIEESE/PA, o encarecimento é provocado por uma combinação de fatores, entre eles a redução da área cultivada, perdas de produtividade decorrentes de adversidades climáticas nas principais regiões produtoras, elevação dos custos de produção e aumento das despesas com transporte e distribuição.

Perspectivas para o consumidor paraense

O cenário ainda exige atenção dos consumidores. Mesmo após a redução observada em julho, o departamento não descarta novos reajustes no curto prazo. O alimento permanece entre os produtos que exercem maior pressão sobre o custo da cesta básica e sobre o orçamento dos paraenses, principalmente das famílias de menor renda.

Os números fazem parte das pesquisas de preços acompanhadas pelo Escritório Regional do DIEESE no Pará. A nota técnica divulgada em Belém nesta segunda-feira (24) é assinada pelo supervisor técnico da instituição, Everson Costa.

Por Diário do Pará

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