PC prende quatro pessoas em Marabá suspeitas de golpe milionário em banco de São Paulo

Na manhã da última terça-feira, 11, quatro pessoas foram presas na “Operação Marabá”, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo com apoio da Superintendência Regional de Polícia Civil do Sudeste do Pará, suspeitas de aplicar um golpe milionário em uma instituição financeira do Estado de São Paulo. Uma delas, foi identificada como Ericsson da Silva Araújo, e os demais não tiveram suas identidades reveladas. As prisões ocorreram em Marabá, sudeste paraense.

Segundo a polícia, o cumprimento de mandado de busca e apreensão, ocorreu em quatro endereços de Marabá e na prisão preventiva de uma pessoa, por posse ilegal de arma de fogo. Dois dos criminosos residiam no bairro Laranjeiras (Cidade Nova), outro no bairro Marabá Pioneira e o último foi Ericsson, que residia no bairro Nova Marabá, um dos investigados pelo desvio milionário e teve prisão preventiva decretada por posse ilegal de arma de fogo.

Ainda segundo a polícia, os suspeitos falsificavam documentos e usavam uma empresa de fachada para obter empréstimos e executar o golpe. As investigações apontaram que os criminosos realizaram 229 transações bancárias, as quais totalizaram R$ 7 milhões. As investigações apontam que, cerca de 90% desse valor (R$ 6,3 milhões) foi para as contas bancárias de quatro pessoas de Marabá. Mediante o exposto, policiais de São Paulo cumpriram mandados de busca e apreensão.

Segundo o delegado Vinícius Cardoso, superintendente regional de Polícia Civil, foram apreendidos aparelhos celulares e notebooks, que irão auxiliar a polícia paulista na investigação. Todo esse material foi apreendido para dar prosseguimento às investigações, presididas pelo DEIC – Departamento Estadual de Investigações Criminais –, por meio da Divisão de Combate a Crimes Cibernéticos (DCCIBER).

O delegado explicou ainda que, como a instituição financeira vítima do golpe é de São Paulo, os quatro alvos responderão ao processo na Justiça Paulista. Apenas o crime de posse irregular de arma de fogo será julgado em Marabá.

“Ao todo, foram 229 transações bancárias realizadas pelos criminosos com documentos falsos, somando um prejuízo de R$ 7.146.758,16 (sete milhões, cento e quarenta e seis mil, setecentos e cinquenta e oito reais e dezesseis centavos) ao banco vítima. Além da apreensão de objetos, houve uma prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo”, relatou a PC.

Não há detalhes sobre a investigação policial conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, o que se tornou público foi o suposto desvio, apenas. Informações preliminares, porém não confirmadas, apontam que a empresa de fachada seria do ramo do Turismo.

Por: Roma News

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