O Pará manteve sua posição de destaque na pecuária brasileira em 2025, com o segundo maior rebanho bovino do país e liderança nacional na criação de búfalos. O estado também se sobressaiu na aquicultura e na produção de ovos e leite.
O Pará manteve posição de destaque na pecuária brasileira em 2025. Com 25,6 milhões de cabeças de gado, o estado continuou com o segundo maior rebanho bovino do país, atrás apenas de Mato Grosso, que contabilizou 31,6 milhões. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O efetivo paraense permaneceu estável em relação a 2024 e representou 11% de todo o rebanho nacional. O desempenho ganha importância diante da redução de 1,7% registrada no Brasil, que encerrou o ano com 234,3 milhões de bovinos.
São Félix do Xingu lidera rebanho bovino nacional
Entre os municípios, São Félix do Xingu, no sudeste paraense, manteve a liderança nacional, com 2,7 milhões de cabeças — o equivalente a 1,2% de todo o gado existente no país. Outros três municípios do Pará aparecem entre os sete maiores rebanhos municipais brasileiros: Marabá, com 1,3 milhão de animais; Novo Repartimento, também com 1,3 milhão; e Altamira, com 1,1 milhão.Pará concentra 41% dos búfalos do Brasil
Pará lidera na criação de búfalos
O protagonismo paraense é ainda maior na criação de búfalos. O estado possuía 736 mil animais em 2025, o correspondente a 41% do rebanho bubalino brasileiro. Na sequência aparecem Amapá, com 346 mil cabeças, e Amazonas, com 174 mil.
O município de Chaves, no arquipélago do Marajó, lidera o ranking nacional, com 269 mil búfalos. Soure ocupa a segunda posição, com 103 mil. Também estão entre os dez maiores criadores do país Cachoeira do Arari, com 60 mil animais; Almeirim, com 45 mil; Porto de Moz e Prainha, ambos com 42 mil.
Os números mostram a força da bubalinocultura especialmente no Marajó, onde as características naturais favorecem a criação e a atividade tem importância econômica e social para comunidades rurais.Estado também se destaca na criação de cavalos
Destaque na criação de equinos e produção de ovos e leite
O Pará possui ainda o terceiro maior rebanho de equinos do Brasil. Foram contabilizados 487 mil animais em 2025, equivalentes a 8,8% do efetivo nacional. O estado ficou atrás apenas de Minas Gerais e Bahia.
Apesar da redução de 2,4% em comparação com 2024, quatro municípios paraenses aparecem entre os maiores criadores do país. São Félix do Xingu ocupa novamente a liderança nacional, com 27 mil equinos. Chaves aparece em quarto lugar, com 23 mil; Novo Repartimento, em quinto, também com 23 mil; e Marabá, em sexto, com 21 mil animais.
Na pecuária leiteira, o estado contabilizou 792 mil vacas ordenhadas, aumento de 1,6% em um ano. O número corresponde a 5,4% do total brasileiro. Marabá, São Geraldo do Araguaia e Itupiranga foram os principais municípios paraenses nessa atividade.Produção de ovos cresce 73,5%
Entre os produtos de origem animal, a maior expansão ocorreu na produção de ovos de galinha. O Pará produziu 68 milhões de dúzias em 2025, crescimento de 73,5% em relação ao ano anterior. O volume correspondeu a 1,2% da produção brasileira.
A produção de leite também avançou. Foram 555 milhões de litros, alta de 8,7% na comparação com 2024 e participação de 1,5% no total nacional.
A produção paraense de mel chegou a 814 mil quilos, crescimento de 9,2% em um ano. O volume representou 1,1% de todo o mel produzido no Brasil.Aquicultura movimenta R$ 144 milhões
Aquicultura paraense movimenta R$ 144 milhões
O valor gerado pela aquicultura paraense alcançou R$ 144 milhões em 2025, avanço de 18,8% em relação ao ano anterior. O resultado correspondeu a 2,4% do valor da produção aquícola brasileira.
O tambaqui foi a principal espécie cultivada no estado e respondeu por 46,2% do valor da atividade. Com esse desempenho, o Pará ocupou a terceira posição nacional na produção da espécie, atrás apenas de Rondônia e Roraima.
Paragominas liderou a produção paraense de tambaqui, movimentando aproximadamente R$ 47 milhões. Em seguida aparecem Ipixuna do Pará, com R$ 12 milhões; Ulianópolis e Marabá, com R$ 6 milhões cada; e Altamira, com R$ 5 milhões.
Os resultados da Pesquisa da Pecuária Municipal mostram que a produção animal permanece como uma atividade relevante para a economia do Pará, com liderança nacional na bubalinocultura, forte participação na pecuária bovina e expansão em segmentos como avicultura, produção de leite, mel e aquicultura.








