Pará institui o Dia estadual dos mortos por covid-19

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A lei número 9.284 foi sancionada pelo governador Helder Barbalho e publicada na edição desta quarta-feira, 30, do Diário Oficial do Estado.

O dia 19 de março, data em que aconteceu a primeira morte em razão da contaminação pela covid-19, foi instituído como o “Dia estadual em memória das pessoas que faleceram em decorrência da covid-19 durante a pandemia do coronavírus”. A lei número 9.284 foi sancionada pelo governador Helder Barbalho e publicada na edição desta quarta-feira, 30, do Diário Oficial do Estado. 

A proposição foi aprovada pela Assembleia Legislativa (Alepa) e a data passa a fazer parte do calendário oficial de eventos do Pará. O pai da nutricionista Paula Fernanda de Souza, 25 anos, foi uma das milhares de pessoas que serão lembrados como vítimas da pandemia. O analista financeiro Francisco Sérgio Sales Andrade, 61 anos, morreu em março deste ano, e a filha admite que é muito difícil até mesmo falar sobre o luto, principalmente em meio a um cenário pandêmico de fim ainda incerto.

“Perdi meu pai há exatos três meses, e por mais que a dor seja enorme, é o que aos poucos vai sendo transformada em força para que continuemos honrando não só a nossa trajetória, mas também a da pessoa que partiu”, disse a nutricionista.

“O dia instituído para lembrarmos as pessoas que faleceram devido à pandemia é uma maneira de homenagearmos todos os paraenses que sempre ficarão em nossa memória e em nossos sentimentos”, diz Rômulo Rodovalho, secretário de Estado de Saúde Pública.

O auxiliar de escritório Afonso Henrique Silva, 30 anos, perdeu o pai em um dos piores momentos da pandemia, em abril de 2020. Ermenegildo Silva tinha 53 anos e fazia parte do dito “grupo de risco”. O quadro evoluiu muito rápido, e por se tratar de um momento crítico na saúde pública, em que não havia leitos disponíveis nem nas enfermarias, o pai de Afonso, quando conseguiu internação, foi admitido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Icuí-Guajará, em estado avançado de insuficiência respiratória, e não resistiu.

“Foi tanta dor e revolta com tudo… o medo das pessoas sem ter informação segura. Vendo nossa atual situação, avançada em recursos e informação, a esperança renasce e a certeza de que dias melhores virão é real. Ter um dia para lembrar de tantas vítimas traz conforto. Essas pessoas não podem ser esquecidas, nada disso pode ser esquecido”, analisa Rômulo Rodovalho.

Fonte: O Liberal

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Fernanda Araújohttp://mojunews.com/
Jornalista. Pós-graduanda em Assessoria de Comunicação e em Marketing e Redes Sociais. Graduanda em Psicologia.
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