Trabalhos haviam sido interrompidos após o transbordamento de um lago formado por uma barreira natural; desastre deixou centenas de mortos e mais de 1,5 mil desaparecidos.
As operações de resgate foram retomadas nesta sexta-feira (28) na região entre o Nepal e o Tibete, na China, atingida por uma avalanche devastadora na última quarta (26). Os trabalhos haviam sido suspensos por algumas horas devido ao transbordamento de um lago formado por uma barreira natural.
As equipes voltaram à região depois que as condições permitiram a retomada das buscas.
A enchente atingiu a região do rio Bhote Koshi, perto da passagem de Gyirong, um importante ponto de ligação entre o Nepal e o Tibete. A enxurrada carregou água, lama, pedras e blocos de gelo por vales do Himalaia. Estradas e pontes foram destruídas, dificultando o acesso das equipes de emergência às áreas mais afetadas.
A região também é frequentada por turistas e peregrinos que seguem em direção ao Monte Kailash e ao lago Manasarovar, no Tibete. Por isso, entre os desaparecidos há centenas de estrangeiros.
No Nepal, autoridades registraram pessoas de países como Índia, Estados Unidos, Austrália, Reino Unido e Canadá entre os que ainda não foram localizados.
O desastre ocorreu durante a temporada de monções, período marcado por chuvas intensas no Nepal. Especialistas avaliam que o colapso de uma geleira pode ter desencadeado a sequência de eventos que levou à enchente.
O aquecimento do Himalaia tem aumentado a preocupação com o derretimento de geleiras e a formação de lagos que podem romper barreiras naturais, embora ainda não seja possível atribuir diretamente a tragédia desta semana às mudanças climáticas.
Por G1







