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Mulher de chefe do CV no Pará é presa no Rio de Janeiro

Evelyn Baladan, acusada de integrar facção criminosa, foi presa quando saía de festa na orla do Recreio, no Rio.

Uma operação integrada conseguiu prender preventivamente, no domingo (03), Evelyn da Rosa Baladan, esposa de um dos chefes do tráfico do Comando Vermelho no Pará, Anderson Latrol. Evelyn é acusada pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas. A esposa de Latrol era investigada em várias frentes pela Polícia Civil da Delegacia de Homicídios de Niterói (RJ) e Polícia Civil do Estado do Pará, via Delegacia Homicídios da Capital, com apoio do Ministério da Justiça. A divulgação dessa e de outras prisões foram reveladas nesta terça-feira (05).

O trabalho de inteligência durou cerca de oito meses. Os agentes conseguiram localizar Evelyn em festa em um quiosque, na praia da Reserva, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ). A acusada foi presa sem oferecer resistência. Evelyn estava escondida no Complexo da Penha, sob a proteção de traficantes locais e a prisão dela faz parte de operação policial, no Pará, para desmantelar o Comando Vermelho (CV).

No momento em que foi presa, Evelyn estava acompanhada de uma amiga, chamada Andressa Franco, que também vivia no Rio desde 2021. Andressa foi capturada quando se preparava para entrar em um carro de aplicativo. Andressa Franco é supostamente companheira outra liderança do CV, identificado como Bené. As duas, segundo as investigações, participavam ativamente da organização, sobretudo na lavagem do dinheiro.

De acordo o levantamento das polícias do Pará e do Rio de Janeiro, há cerca de dois anos Latrol está escondido no complexo da Penha, na Zona Norte. O Líder do CV no Pará era um dos braços-direitos do traficante Léo 41, morto no Complexo do Salgueiro em março, de 2023. O delegado Gustavo Fossati, da Delegacia de Repressão a Facções Criminosas vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado, destacou que Evelyn estava escondida no Rio, com Latrol, desde 2021.

A Operação “Acerto de Contas” totalizou a prisão de 18 suspeitos de organização criminosa, tráfico de drogas no município de Tailândia (PA) e lavagem de dinheiro. Além do Rio, as prisões foram feitas em Belém, Tailândia, Marituba, Mocajuba, Quatro Bocas, no Pará; e São Luís, no Maranhão, e do Rio de Janeiro. Pesa sobre eles a acusação de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Segundo apurou a Polícia, a quadrilha movimentou cerca de R$ 4,5 milhões no período investigado. Foi realizado um bloqueio bancário no valor de R$ 6.870.000.

Por: O Liberal

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