Mais de dez médicos que atuavam na linha de frente já morreram por causa da covid-19 no Pará

Número deve aumentar, pois a doença é altamente contagiosa, diz Sindmepa

Crédito: Bruno Cecim/Agência Pará

A pandemia do novo coronavírus vai deixar um rastro marcante na sociedade. Não há distinção entre países pobres ou desenvolvidos, o mundo, os números são alarmantes. E os profissionais que atuam na linha de frente no combate à covid-19 também integram as estatísticas. No Pará, ao menos 11 médicos já vieram a óbito em decorrência da doença. O último registro é do dermatologista Raimundo Viveiros, que faleceu nesta segunda-feira, 4.

A crise no setor da saúde é global. Em vários países, médicos e outros profissionais relatam, diariamente, que trabalham sem os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para realizarem com segurança as suas funções.

De acordo com o Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), apesar dos esforços, há uma grande dificuldade de se encontrar esses equipamentos no mercado atualmente. “Há dificuldade de aquisição de insumos. Apesar de reconhecer isso, orientamos enfaticamente para que os médicos não trabalharem sem EPI; não trabalharem sem contratos que lhes garantam um mínimo de segurança caso adoeçam”, diz Waldir Cardoso, diretor do Sindmepa.

Na China, mesmo com todos os cuidados e aparatos de segurança, dos mais de 84 mil registros de contaminados, 20% são profissionais da saúde. “Aqui vai ser muito mais. A doença é altamente contagiosa”, avalia Cardoso.

Sem estatísticas oficiais

Não existe um levantamento oficial do número de profissionais da saúde afastados em todo o Brasil. Mas, segundo dados levantados pelo Fantástico, da TV Globo, durante a primeira quinzena de abril, cerca de sete mil profissionais que atuam na linha de frente, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, foram afastados do trabalho desde o começo da pandemia por apresentarem sintomas suspeitos. Entre os casos, ao menos 1.400 estavam infectados pela covid-19.

Casos

Em todo o mundo, mais de 3,58 milhões de pessoas já foram contaminadas. Entre os mortos estão 251 mil pacientes e outros 1,16 milhões foram recuperadas, apontam os dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira, 4, pelo Ministério da Saúde, o Brasil tem 107.780 casos confirmados e 7.321 óbitos registrados. No Pará, são 4.262 pacientes infectados e 344 mortes por causa da covid-19, apontam os dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Com o sistema de saúde em colapso no Pará, o Sindmepa disponibiliza um canal para denúncias para os médicos. Os relatos recebidos são encaminhados às autoridades e para o Ministério Público do Estado (MPE) para providências cabíveis.

Fonte: Roma News

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