Festival do Abacaxi inaugura arena de shows estilo ‘Rock in Rio’ em Barcarena

A 40ª edição do festival começa com uma novidade: o Ecoparque, que tem capacidade para receber 50 mil pessoas, além de um estacionamento com vagas para 7 mil veículos.

Após dois anos sem ser realizado por causa do período de isolamento imposto pela pandemia de covid-19, o Festival do Abacaxi volta com uma super novidade: a mudança de local do evento. A 40ª edição do festival marca a inauguração do Ecoparque, uma super arena de eventos e shows construída no histórico bairro do Cafezal, distante cerca de 5 quilometros do Centro Cultural de Barcarena, onde o festival era realizado no passado.A mudança para o novo local, que de acordo com o secretário de Cultura e Turismo da cidade, José Oscar, é uma arena para festivais estilo “Rock in Rio”, tem dividido algumas opiniões entre os barcarenenses.

Alguns acham a mudança excelente, pois o Ecoparque tem capacidade para receber 50 mil pessoas, além de um estacionamento com vagas para 7 mil veículos e outros detalhes importantes. Outros acham que a mudança para uma localidade distante do Centro Cultural da cidade é ruim, pois prejudica a mobilidade de quem não tem carro e aumenta a sensação de insegurança de alguns que acreditam que o bairro do Cafezal tenha menos segurança.

Arena estilo Rock in Rio O novo Ecoparque foi concluído esta semana e fica a cerca de cinco quilômetros da sede do município. De acordo com a prefeitura de Barcarena, o novo espaço é a maior arena para eventos de todo o Baixo-Tocantins, região do estado do Pará que abrange os municípios de Abaetetuba, Acará, Baião, Barcarena, Cametá, Igarapé Miri, Moju, Tailândia, Oeiras do Pará, Limoeiro do Ajuru e Mocajuba.

Fotos: Ascom Barcarena

História do bairro do Cafezal O registro histórico de criação do Cafezal vem da construção de um engenho em 1806, ano em que um alemão chamado Otto Schmidt chegou no local junto com seus escravos. No local levantou uma capela em honra de Sant’Ana, mas sua vida foi marcada por sucessivas tragédias em Barcarena. Otto perdeu sua filha e seu filho, vítimas de ataque de jacaré no furo de São Gregório e de um naufrágio nas pedras da ilha das Pombas, respectivamente.

Após as tragédias, o alemão natural da região da Boêmia deixou o Cafezal com 85 escravos voltou para a terra natal. Antes, vendeu a terra para Fernando de Vasconcelos Machado, da família do Conde Romanones. Sua filha, Maria do Carmo Fernandes Vasconcelos, foi quem registrou o sítio de Sant’Ana de Cafezal em 1856 e anos depois seus filhos instalaram o engenho de açúcar de aguardente.

Para muitos moradores, o bairro do Cafezal é uma região ligada a violência e a pobreza. Distante alguns quilômetros da região central e urbana de Barcarena, o Cafezal é a moradia de uma população que ainda luta pelos direitos mais básicos. Para Robson Venturiny, presidente do Movimento Estudantil Independente de Barcarena, a construção no Cafezal já estava prevista desde a discussão do PPA, em 2017, e irá fazer com que os moradores do bairro se sintam mais conectados com o restante da cidade.

“Já em 2017 debatíamos a necessidade de uma arena que atendesse ao público. O Centro Cultural ficou pequeno porque o festival do abacaxi se tornou grande. Precisavámos de um novo Centro Cultural que ficasse distante da cidade, para que pudesse soltar foguetes, para que pudesse ter mais público, para dar mais tranquilidade aos moradores das proximidades do antigo centro, que amanheciam diante do tumulto.

A comunidade do Cafezal está sendo toda preparada para isso. Lá chegou o progresso aonde há setenta e oito anos pouquíssimas coisas se chegavam lá. E hoje o cafezal será conhecido em todo o estado, até nacionalmente. Chegou o asfalto, chegou o saneamento básico, chegou uma nova escola”, diz Robson.

Programação
Festival do Abacaxi 40ª edição
Sexta (04)
Noite Gospel com Banda Preto no Branco
Sábado (05)
Matheus Fernandes
Luan Santana
Zé Vaqueiro
Liu
Domingo (06)
Tarcísio do Acordeon
Mari Fernandez
DubDogz

O Liberal

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