Família é vítima de naufrágio no Marajó

Reprodução / Redes sociais.

Mãe e filha foram encontradas mortas, outras duas filhas seguem desaparecidas.

Moradores de Santa Cruz do Arari, na parte ocidental do Arquipélago do Marajó, acompanham com apreensão os desdobramentos sobre um naufrágio que ocorreu no Rio Arari, na região da Vila de Jenipapo, na noite da última quinta-feira (9). Sete membros de uma mesma família foram vítimas do acidente aquático, sendo que o pai e dois filhos conseguiram se salvar. 

A mãe foi encontrada morta ainda de madrugada, e uma das filhas foi achada no começo da manhã de hoje (10). As buscas seguem para tentar localizar as outras duas filhas do casal.

Segundo o 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM), com sede em Soure, por volta das 21h, a unidade foi informada pela prefeitura de Santa Cruz de que, às proximidades da Fazenda Menino Jesus, havia ocorrido um naufrágio com vítimas, por volta das 19h. A guarnição de imediato deslocou-se ao local e constatou que a informação era verdadeira.

Os policiais conseguiram apurar que a família estava em uma pequena embarcação a motor, popularmente chamada de “rabudo”, quando já em frente à fazenda, o leme se desprendeu, o que fez o barco ficar sem controle e naufragar.

Léo Hélio Cuimã é o pai da família que conseguiu nadar até a margem, salvando os filhos Lorran Eduardo Barbosa e Léo Hélio Araújo Cuimã Filho. O corpo da esposa de Hélio, Risolene Sena Barbosa, foi achado na madrugada desta sexta-feira, 10, por volta de 1h. Segundo a Prefeitura de Santa Cruz do Arari, o corpo de Jadiane Sena Barbosa, de 15 anos, foi encontrado no começo da manhã, já por volta das 7h. Lorrana Heloá Sena Barbosa e Adriane Sena Barbosa, com idades de 02 e 13 anos, permaneciam desaparecidas até o fim da manhã. A guarnição da PM permanecia no local acompanhando as buscas.

Em nota, o Corpo de Bombeiros Militar do Pará informou que equipes do 18º Grupamento (GBM) de Salvaterra, com o apoio de mergulhadores e do Grupamento Marítimo Fluvial, realizavam as buscas na região.

A Marinha do Brasil, por intermédio da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR), também se manifestou por meio de um comunicado, em que esclareceu que “uma equipe de inspeção naval será encaminhada ao local e será instaurado um inquérito administrativo para apurar possíveis causas e responsáveis pelo acidente”.

A CPAOR reforçou ainda “que disponibiliza vídeos e spots em seu site, contendo informativos para proprietários e passageiros de embarcações sobre segurança da navegação com objetivo de prevenir acidentes” e destacou que situações que afetem a “segurança do tráfego aquaviário, a salvaguarda da vida humana no mar e vias navegáveis ou que represente risco de poluição ao meio hídrico, por meio do Disque Emergências Marítimas e Fluviais: 185 – (91) 3218-3950 ou (91) 99114-9187 (aplicativo de mensagem instantânea)”.

Com informações de O Liberal.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui