
Robôs aprendem com os próprios funcionários a fazer seu trabalho para, posteriormente, ocupar seus lugares
Você já viu uma notícia e pensou “parece um episódio de Black Mirror”? É o que a internet está dizendo sobre um vídeo que viralizou nos últimos dias. Nas imagens, é possível ver trabalhadores em uma fábrica têxtil, supostamente na Índia, usando capacetes com câmeras acopladas. O objetivo seria registar os movimentos para ensinar as tarefas à inteligência artificial, que futuramente substituiria os próprios funcionários da empresa.
Entenda as hand farms
A teoria para justificar o que é visto no vídeo é a de que, ao registrar em câmera os movimentos repetitivos feitos pelo trabalhadores – como ao costurar -, os robôs humanóides terão mais facilidade para conseguir reproduzir com precisão as ações. Com isso, poderão executar precisamente as tarefas e, futuramente, substituir a mão de obra humana.
Esses locais, como o que é visto no vídeo, são chamados informalmente de hand farms (fazendas de mão de obra). O conceito refere-se ao trabalho humano por trás da inteligência artificial, no qual milhares de pessoas executam tarefas simples e repetitivas que alimentam os sistemas com dados que permitem que eles aprendam e se aperfeiçoem.
Apesar de a origem do vídeo não ter sido determinada, práticas como essa são comuns em países como a Índia. Os trabalhadores recebem um salário mensal que gira em torno de US$ 230 e US$ 240, aproximadamente R$ 1.200, para registrarem todos os seus movimentos: a câmera grava a perspectiva dos olhos em sincronia com o movimento das mãos, além de ângulo, velocidade, torque e outros detalhes que serão usados para treinar os robôs.

Por Metrópoles














