Defensoria Pública pede proteção à integridade física de Lázaro após prisão

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A Defensoria Pública do Distrito Federal enviou uma nota à Vara de Execuções Penais para pedir proteção especial à integridade física de Lázaro Barbosa, procurado há 13 dias pelas polícias da capital brasileira e de Goiás, após matar uma família em Ceilândia.

Representando o investigado, a defensoria destacou que quer protegê-lo contra “qualquer forma de sensacionalismo e exposição vexatória em razão da grande repercussão e comoção social vivenciada no caso”. A busca pelo homem já mobiliza cerca de 270 agentes.

A nota foi enviada na sexta feira (18) e a Defensoria destaca que jornais nacionais noticiavam falas de agentes da segurança pública afirmando que as buscas estavam se aproximando do paradeiro de Lázaro, ainda foragido até a noite de hoje.

No documento, os representantes instituídos para o suspeito pedem que ele seja colocado em uma cela sem companheiros “em caso de sua recaptura com vida”, destacando ainda que o homem é legalmente protegido de violências físicas no ambiente prisional.

“Destaca-se que a tortura, bem como a violência física ou psicológica direcionada a qualquer ser humano são consideradas práticas ilícitas vedadas pelo ordenamento jurídico pátrio e pelos tratados internacionais que o Brasil se comprometeu. São valores absolutos que devem ser garantidos a todos, independentemente da conduta criminosa praticada e do clamor da sociedade por justiça”, afirmam os representantes dos defensores públicos do Distrito Federal.

Na conclusão do pedido, a instituição frisa a vulnerabilidade dos presos e pede que Lázaro não seja alcançado por pedidos de declarações para a mídia.

“A defesa requer que seja conferida a proteção do assistido em face de ataques midiáticos e dos pedidos de ‘entrevistas exclusivas’ ou outro tipo de promoção que o exponha ainda mais quando houver a recaptura, pois estamos vivenciando um sensacionalismo exacerbado durante a recaptura de LÁZARO, com inúmeras comparações com filmes de ação, bem como pela proliferação de “memes” nas redes sociais criados pelos usuários sobre o caso”.

Fonte: UOL

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