
Os agentes são acusados de participação na morte de 8 garimpeiros que negociavam terras em área de garimpo ilegal na região
A Polícia Civil do Amapá prendeu cinco policiais militares, um guarda civil municipal de Laranjal do Jari e um garimpeiro por suspeita de envolvimento na morte de 8 garimpeiros na divisa do Amapá com o Pará. A informação foi repassada nesta terça-feira (12), durante entrevista coletiva em Macapá.
Os mandados de busca e apreensão e as prisões foram realizadas em Macapá e Laranjal do Jari.
Veja quem são os suspeitos apontados pela Secretaria:
- Douglas Vital Carvalho Costa – sargento da Polícia Militar
- Matheus Cardoso de Souza – soldado da Polícia Militar
- José Paulo Pinheiro da Silva Júnior – soldado da Polícia Militar
- Iago Jardim Fonseca – soldado da Polícia Militar
- Emerson Freitas dos Passos – soldado da Polícia Militar
- Franck Alves do Nascimento – guarda civil de Laranjal do Jari
- Benedito Rodrigues Nascimento – garimpeiro
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Amapá, Cézar Vieira, os assassinatos ocorreram no lado paraense, a cerca de 200 metros do rio Jari. Como as vítimas e os suspeitos viviam no Amapá, a investigação ficou sob responsabilidade das autoridades amapaenses.
“O cumprimento dos mandados reforça nossa convicção sobre a participação dos suspeitos. Nosso objetivo é esclarecer toda a verdade, sem deixar ninguém de fora”, afirmou o delegado-geral.
O delegado Breno Esteves, da Polícia Civil de Laranjal do Jari, explicou que os garimpeiros foram mortos quando voltavam do garimpo.
“A dinâmica aponta para que tenha ocorrido quando eles estavam voltando do garimpo. E estariam as pessoas envolvidas esperando eles no porto e ali teria ocorrido o crime. Mais elementos a gente está apurando para poder verificar com todos os detalhes específicos”, informou Esteves.
Um dos garimpeiros sobreviveu porque não estava presente no momento da execução. Ele permaneceu no garimpo enquanto os outros oito desciam.
A polícia ainda aguarda o laudo necroscópico para confirmar se houve tortura antes das mortes.
A investigação começou com prisões preventivas e mandados de busca. A polícia espera que essas medidas ajudem a identificar a motivação do crime e possíveis cúmplices.
Os sete presos devem passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (13). Entre os policiais militares detidos, há quatro soldados e um sargento. Quatro atuavam em Macapá e um em Laranjal do Jari.
Via: G1















