Cerveja fica mais cara a partir de hoje; no Pará, aumento deve chegar a 8%

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O anúncio foi feito pela Ambev, que comercializa 32 marcas de cervejas, dentre elas Skol, Brahma, Antarctica e Bohemia.

Os donos de bares e restaurantes devem ajustar os valores das cervejas a partir de hoje (1). Em Belém, quem ainda tem mercadoria em estoque, conta que tentará segurar o valor antigo, por enquanto. Os novos preços se devem ao reajuste anunciado pela Ambev, que comercializa 32 marcas de cervejas, dentre elas Skol, Brahma, Antarctica e Bohemia. De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a expectativa é de que o aumento acompanhe a inflação acumulada nos últimos 12 meses e fique em até 10%.

A empresa fez o anúncio através de comunicado enviado a clientes e distribuidores e afirmou que o reajuste vai seguir a variação da inflação, dos custos, câmbio e carga tributária. “Se trata de um reajuste periódico nos preços de seus produtos e mudanças variam de acordo com as regiões, marca, canal de venda e embalagem. O reajuste também segue a alta do dólar e dos insumos usados na fabricação do produto”, diz um trecho da nota emitida pela Ambev.

Por sua vez, a Abrasel aponta que São Paulo deve apresentar o maior índice no preço das cervejas, de 10%, enquanto nos demais estados, a variação é entre 6% e 8%. O reajuste anunciado estaria seguindo também a alta do dólar e dos insumos usados na fabricação do produto. 

Na capital paraense, que deve ter uma grande movimentação nas vendas de cerveja por conta das festas do Círio de Nazaré, tem comerciante usando de estratégia para manter as vendas. “A gente está tentando segurar ao máximo os preços das cervejas até o nosso cliente final. É claro que isso reduziu a nossa margem de lucro, mas até quando a gente puder, vamos tentar segurar os valores para não chegar no nosso cliente. É claro que, com isso, a gente vê as margens de ganho bem reduzidas, mas o que a gente puder fazer para manter como está. A gente vai continuar dessa forma”, relata Ellen Miranda, gerente de um bar localizado na avenida Marquês de Herval com travessa Mariz e Barros, na Pedreira.

Se os donos de bares, depósitos e outros estabelecimentos comerciais tentam segurar o preço da bebida, já tem gente reclamando. “Eu acho que esse aumento foi um aumento exagerado e feito de uma hora pra outra. Em um momento de pandemia, onde o poder de compra dos consumidores diminuiu muito, aumentar dez por cento no preço da cerveja é realmente de se estranhar. Todos vamos sentir no bolso, tanto os bares e restaurantes quanto os clientes”, crítica Pablo Araújo, funcionário público.

No bairro do Guamá, Raimundo Gil, 59, que mantém a venda de churrasco e bebidas há 30 anos na confluência da rua Paulo Cícero com avenida José Bonifácio, e diz que não irá repassar o aumento de imediato. Ele conta que trabalha com o estoque, um volume de 80 caixas. “Vou verificar, mas vou manter o preço por duas semanas e depois devo ajustarem 5%. O povo tem que se acostumar com o novo preço”, diz Raimundo, que costuma, aos finais de semana, a comercializar 17 caixas de cervejas de 600 ml e long neck.

Texto: O Liberal

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