Um casal foi condenado neste mês a quatro anos de prisão após a morte da filha de 3 anos, que contraiu uma infestação mortal de piolhos. O caso ocorreu em Corinth, no estado de Nova York, nos Estados Unidos, e teve como vítima Joycelynn Ann Dylewski.
De acordo com as informações, a menina morreu em 19 de fevereiro de 2025 em decorrência das condições consideradas deploráveis do apartamento onde vivia com os pais, Matthew Dylewski, de 34 anos, e Samantha Dylewski, de 33 anos. Segundo a emissora WRGB, os cômodos da residência, que estava repleta de objetos acumulados, encontravam-se abarrotados de lixo e entulho. As condições eram tão precárias que o imóvel acabou sendo interditado.
Quando foi retirada da casa, a criança apresentava os dentes em estado de putrefação. Ainda segundo o relato, uma barata chegou a cair do gorro de inverno da menina quando a peça foi retirada de sua cabeça.
A investigação apontou que Joycelynn foi diagnosticada com anemia, condição que danificou seu coração e outros órgãos em razão da infestação de piolhos. A criança não resistiu às complicações.
Os pais se declararam culpados de homicídio por negligência criminosa no início deste ano. Samantha Dylewski já havia sido sentenciada em 8 de junho. Já Matthew recebeu sua sentença na segunda-feira (22/6).
Durante a audiência, o juiz do condado de Saratoga, James Davis, dirigiu duras críticas ao pai da criança. Segundo o “Times Union”, o magistrado declarou: “Você falhou como pai”. Em seguida, acrescentou: “Sua única função era mantê-la em segurança. Ela tinha 3 anos, e você falhou da maneira mais horrível. Ela dependia totalmente de você. Isso era totalmente evitável, é algo inadmissível, e quero que você reflita sobre esse fato”.
Ao se manifestar durante a leitura da sentença, Matthew lamentou a morte da filha e afirmou: “Eu queria muito que isso não tivesse acontecido”.
Com a condenação, Matthew e Samantha permanecerão presos por pelo menos um ano e três meses. Além disso, ambos estão proibidos de se aproximar dos outros quatro filhos do casal até o ano de 2038.
Por Ver-O-Fato







