Cartão SUS passa a usar CPF como identificação principal

Antes, o documento usava um código próprio.

O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (16), que o Cartão Nacional de Saúde (CNS), conhecido como Cartão SUS, passa a ter o CPF como número de identificação dos usuários. Antes, o documento usava um código próprio.

Segundo o governo, a mudança vai unificar os cadastros e facilitar o acesso ao histórico de atendimento, vacinas e medicamentos fornecidos pelo SUS, como os do programa Farmácia Popular.

• O Cartão SUS agora será identificado pelo CPF.

• Quem não tem CPF continua sendo atendido normalmente.

• Indígenas, ribeirinhos, estrangeiros e outras populações que não utilizam CPF terão um registro complementar no sistema.

• Em casos de emergência, será criado um cadastro temporário válido por um ano, até a regularização do documento.

Limpeza da base de dados

O Ministério da Saúde também está fazendo uma “higienização” no sistema de cadastros. Muitos registros estavam duplicados ou com erros.

• O número de cadastros caiu de 340 milhões para 286,8 milhões.

• Desse total, 246 milhões já têm CPF vinculado.

• Outros 40,8 milhões ainda estão sem CPF e podem ser inativados até 2026.

A meta é que a base de usuários do SUS corresponda ao número de CPFs ativos na Receita Federal: cerca de 229 milhões.

Prazos e integração

O governo prevê inativar cerca de 111 milhões de cadastros até abril de 2026.

Além disso, todos os sistemas do SUS, como o prontuário eletrônico, a Rede Nacional de Dados em Saúde e o Sistema de Informações sobre Mortalidade, serão adaptados para funcionar com CPF até dezembro de 2026.

Essas mudanças fazem parte da integração do CadSUS com a Infraestrutura Nacional de Dados (IND), o que permitirá cruzar informações com outros órgãos, como IBGE e CadÚnico.

O que diz o ministério

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que ninguém ficará sem atendimento:

“Não estamos deixando ninguém para trás. As pessoas que não têm CPF ainda vão continuar a ser atendidas.”

Segundo ele, a medida é um passo importante para modernizar o SUS, reduzir desperdícios e melhorar o monitoramento das políticas de saúde.

Com informações da Agência Brasil

Por Roma news

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