Atleta sofreu lesões cerebrais permanentes durante luta em 2015 após receber golpes ilegais na nuca; morte foi comunicada pelo pai do lutador em rede social
O mundo do esporte recebeu nesta quinta-feira (13) a confirmação da morte de Prichard Colón, aos 33 anos. O ex-boxeador profissional porto-riquenho vivia há cerca de dez anos em estágio vegetativo, consequência de graves lesões cerebrais sofridas durante um combate realizado em outubro de 2015.
A carreira de Colón, que até então era considerada promissora, foi interrompida em uma luta contra Terrel Williams. Durante o confronto, Prichard foi atingido repetidamente na parte de trás da cabeça por golpes ilegais, o que resultou em um hematoma subdural. Após ser desclassificado por seu corner ao apresentar sinais de confusão mental, o lutador desmaiou ao sair do ringue e passou por uma cirurgia de emergência.
O atleta permaneceu em coma por 221 dias e nunca recuperou a fala ou a mobilidade. Anos mais tarde, ele chegou a aprender a se comunicar de forma básica por meio de um computador. Antes daquele fatídico combate, Colón ostentava um recorde perfeito de 16 vitórias em 16 lutas profissionais, além de um currículo amador de 170 vitórias e apenas 15 derrotas.
A notícia da morte foi confirmada pelo pai do boxeador em uma publicação emocionada no Facebook. “Lamento informar que meu filho Prichard deixou este mundo terreno, agora ele está em um mundo melhor. Fiz tudo o que pude para realizar o desejo dele, o sonho dele de levá-lo de férias para Porto Rico como ele tanto desejava, mas não foi possível”, escreveu o pai, agradecendo o apoio e as orações recebidas ao longo dos anos.
O presidente da Organização Mundial de Boxe (WBO), Gustavo Olivieri, homenageou a trajetória do lutador, afirmando que sua vida foi um exemplo de coragem e perseverança. “Sua história transcendeu o ringue e tocou profundamente a comunidade do boxe”, declarou Olivieri. Apesar das tentativas da família, que processou médicos e promotores envolvidos na luta de 2015, o caso judicial nunca chegou a um julgamento definitivo.
Por Roma News







