BARCARENA – PF reprime fraudes, corrupção e suborno em prefeitura

Os agentes da PF conferem documentos apreendidos durante a operação de hoje em Barcarena. Foto da PF

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão, nesta quarta-feira (03), em Barcarena e Marituba, em prosseguimento a operação de combate a um esquema de desvio de recursos públicos na prefeitura de Barcarena, no nordeste paraense.

Os mandados foram expedidos pela justiça federal a pedido do Ministério Público Federal, por evidências que apontam fraudes em licitações para compra de medicamentos, materiais hospitalares e de laboratório. Também foram identificados indícios de pagamentos de suborno. O pedido foi baseado em auditoria feita pela Controladoria-Geral da União.

As compras investigadas foram custeadas pelo Fundo Municipal de Saúde, que recebe verbas da União. As informações obtidas até o momento indicam que as fraudes e pagamento de propina ocorreram de 2015 a 2018. Os investigadores não divulgaram o total de recursos desviados porque esse valor está em apuração.

Na auditoria, a CGU encontrou comprovante de depósitos e indicação de pagamentos de valores indevidos para contas dos investigados, observadas em planilhas da empresa fornecedora do município.

A PF cumpriu mandado de busca e apreensão de documentos, informações e bens de um servidor e de um ex-servidor da prefeitura de Barcarena. O servidor mora naquela cidade e o ex-servidor atualmente reside em Marituba. Os nomes deles não foram divulgados.

O servidor que continuava trabalhando para a prefeitura de Barcarena seguia atuando na área de licitações e inclusive estava participando de contratações e compras com recursos federais para o combate à pandemia da Covid-19.

A Justiça Federal também acatou o pedido do MPF de quebra do sigilo de dados dos aparelhos de informática, telefones celulares e arquivos digitais. A justiça determinou, ainda, o afastamento do servidor da prefeitura de Barcarena.

Segundo nota da prefeitura, a Policia Federal esteve no município, porém “não foram realizadas nenhuma busca ou apreensão em qualquer repartição pública do município, até porque trata-se de processo investigatório originário de outro município”.

Fonte: Ver o Fato 


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