
Segundo ele, as diligências preliminares realizadas no local do crime não apontaram lesões externas que pudessem indicar o que levou à morte.
O delegado Egídio Queiroz, responsável pelo caso do menino Paulo Guilherme, de 6 anos, encontrado morto dentro de uma mala em frente a um cemitério, no bairro da Marambaia, em Belém, falou com a imprensa na tarde desta terça-feira (28) e informou que ainda não é possível determinar a causa da morte da criança. Segundo ele, as diligências preliminares realizadas no local do crime não apontaram lesões externas que pudessem indicar o que levou à morte.
“Com relação à causa da morte, somente o laudo do médico legista poderá confirmar”, afirmou o delegado.
O policial explicou que, por conta das diligências e coletas de vestígios, ainda não houve tempo para análises mais aprofundadas. O suspeito apontado pela população como autor do crime foi morto por populares, o que dificulta a confirmação sobre o envolvimento dele no caso.
De acordo com o delegado, o homem morto já tinha passagem pela polícia por estupro de vulnerável, crime cometido contra uma criança menor de 13 anos. No entanto, ele destacou que não há como afirmar se o suspeito realmente foi o responsável pela morte do menino.
“Foram coletados vestígios no local, e a Polícia Científica, por meio de exames de DNA e confronto genético, vai confirmar se ele foi ou não o autor da morte”, explicou.
O delegado informou ainda que a Delegacia de Homicídios também investiga as circunstâncias da morte do suspeito, já que não se sabe quem foram os responsáveis pelo linchamento. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que ele é agredido por populares.
Investigação complexa e sem prazo para conclusão
A Polícia Civil ressaltou que a investigação é complexa e deve levar tempo, pois envolve a oitiva de várias pessoas e a análise de diferentes tipos de provas.
“A Polícia Civil está empenhada na investigação, mas não há como estimar um prazo. Muita gente será ouvida, e há muitas provas a serem analisadas”, disse o delegado.
Segundo ele, a pessoa que encontrou a mala com o corpo da criança achou o objeto por acaso. Como os familiares já procuravam pelo menino desaparecido, eles ligaram o achado ao caso e foram ao local, onde confirmaram a suspeita.
Por Roma News















