O marido chegou a puxar uma arma, mas durante a briga corporal, ela conseguiu derrubar ele no chão e chutar a arma.
A enfermeira Carla Michele, de 39 anos, que é candidata à vereadora de Maracanã, no nordeste do Pará, foi agredida pelo marido, após receber uma mensagem de um eleitor.O agressor foi preso em flagrante, porém, ao procurar a Polícia Militar para ser levada à Delegacia da Mulher para registro da ocorrência, um policial teria minimizado o caso e dito que não tinha gasolina na viatura.
Segundo ela, tudo começou quando um paciente mandou uma mensagem, perguntando como ela estava e se referindo a ela como “linda”. Isso foi suficiente para causar a violência. Ele a feriu com canivete e, também, deu chutes e puxões de cabelo. O marido chegou a puxar uma arma, mas durante a briga corporal, ela conseguiu derrubar ele no chão e chutar a arma.
O homem foi preso, mas ela conta que não tinha como fazer o corpo de delito no Instituto Médico Legal de Castanhal, porque não havia gasolina no carro da delegacia. O investigador, que teria desdenhado do caso, pediu para ela ir até o hospital de Maracanã fazer corpo de delito na unidade de saúde, mas, chegando lá, não tinha médico.
Com a situação de omissão, Carla fez exames particulares. Ela procurou a Delegacia da Mulher em Castanhal, e a delegada teria dito que ela teria que realizar os procedimentos por Maracanã, porém ela afirma que no município não tem delegacia especializada da Mulher. Ao procurar a Superintendência de Castanhal, o delegado não estava lá. A vítima diz precisar de proteção, já que o marido pode responder ao processo em liberdade.
A família do agressor estaria divulgando imagens do homem com lesões, que teriam sido feitas por Michele. Ela, no entanto, afirma que, para se defender do homem, teria iniciado uma briga corporal. Foi assim que ela o desarmou.
Por: Roma News








