Vídeo: indígenas invadem polo da empresa BBF no Acará e clima é bastante tenso

Comunidades indígenas denunciam que empresa invade seus territórios e causam danos sociais e ambientais

Imagens que circulam nas redes sociais, nesta quinta-feira (21), mostram indígenas invadindo um polo da empresa de monocultivo de palma Brasil BioFuels (BBF) no município do Acará, no nordeste paraense.

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As comunidades indígenas vivem em conflito com a empresa. Eles alegam que a BBF invadiu seus territórios, causando problemas sociais e ambientais. As imagens mostram ônibus e equipamentos incendiados.

Paratê Tembé, presidente da Associação Indígena Tembé de Tomé-Açú (AITTA), declarou: “O que aconteceu chegou ao extremo do conflito entre seguranças da BBF e comunidades indígenas e quilombola. A empresa insiste em perseguir lideranças indígenas e quilombolas. E, hoje, chegou ao extremo. Povo se reuniu e foi recebido a bala. E, revoltados, revidou. A situação tá muito tensa. A gente não sabe o que pode acontecer”

BBF diz que houve furtos, roubos e depredação
Por nota, a BBF comunicou que “…nesta madrugada sete caminhões da empresa com carga de dendê foram furtados da fazenda EIKAWA que pertence a BBF, em Tomé Açu. Um boletim de ocorrência está sendo registrado na delegacia do município por representantes da empresa”.

“A BBF também presta queixa em outra delegacia , desta vez no Acará. Pela manhã , a Sede da BBF foi invadida por 50 pessoas encapuzadas que intimidaram funcionários atirando para todos os lados e causando pânico entre os colaboradores . Os invasores incendiaram 3 ônibus , vários carros, destruíram tratores, maquinários e depredaram o imóvel da empresa . Todos os bens que eles não destruíram acabaram por roubar. Levaram vários tratores, computadores e outros materiais da sede e dos alojamentos”, dizia a nota.

Por fim, a nota da empresa diz: “Os invasores ocupam neste momento a sede do polo industrial da empresa e a fazenda EIKAWA. A BBF aguarda a intervenção das autoridades de segurança, que já foram solicitas desde as 8h da manhã, para a desocupação da propriedade e manutenção da segurança dos colaboradores”.

Com informações de O Liberal e Portal Moju News

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