VÍDEO: calouro em Medicina emociona mãe faxineira no local de trabalho: passei!

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Estudante acreano fez o vestibular seis vezes antes de ser aprovado.

O fato foi há três meses, mas o assunto ganhou força nas redes nesta quinta (11): um vídeo registra o momento em que o estudante André Ramon encontra a mãe e, no dia de seu próprio aniversário de 26 anos, no último 10 de agosto, dá a notícia que, após seis tentativas, ele havia conseguido passar no curso de medicina da Ufac (Universidade Federal do Acre). O jovem decidiu ir ao trabalho da mãe, a faxineira Vilenilde Arruda, para fazer uma surpresa. O registro viralizou nas redes sociais. 

No vídeo, gravado por um vizinho dele, André anda em direção à mãe para contar a notícia. Antes, porém, diz que seu objetivo não era uma ilusão, mas sim um sonho muito difícil. Os dois, então, se abraçam emocionados. “Fiquei anestesiado quando soube. Parecia que eu tinha saído do meu corpo. Era algo que, às vezes, parecia distante e que nunca ia chegar. Mas, de repente, meu nome estava ali na lista. Foi o dia mais feliz da minha vida”, conta Ramon.

André lembra que, ao falar sobre o desejo de ser médico, pessoas próximas o desencorajaram. “Sempre existiram críticas. Me chamavam de vagabundo. Quando completam 18 ou 19 anos, filho de pessoas pobres precisam trabalhar. Como medicina é um curso difícil de passar, a gente tem que se dedicar integralmente”, conta André. “Eu tinha de mostrar que elas estavam erradas. Quando passei, muitas dessas pessoas vieram me parabenizar”.

“Fiquei anestesiado quando soube. Parecia que eu tinha saído do meu corpo. Era algo que, às vezes, parecia distante e que nunca ia chegar. Mas, de repente, meu nome estava ali na lista. Foi o dia mais feliz da minha vida”, conta Ramon.

André é o mais velho de seis irmãos. Ele mora com a família em uma casa de madeira no bairro Jardim Brasil, em Rio Branco. O acreano começou a nutrir esse desejo de fazer Medicina ainda por volta dos 15 anos. “Eu via a nota de corte alta e, na época, eu não sabia fazer multiplicação com vírgula nem tinha acesso à internet. É uma realidade totalmente diferente daquela de quem passa. Então deixei esse sonho guardado na caixinha e fui ver outras possibilidades”.

O sonho voltou a ficar forte a partir de 2014, quando foi aprovado em Engenharia Florestal, também na Ufac. Na universidade, ele teve contato com o curso de Medicina e conheceu pessoas da área. 

“Eu me imagino ajudando pessoas mais carentes. Falta médico, porque muitos não querem ir para áreas distantes dos grandes centros”, diz ele. “Quero levar serviço especializado a pessoas que não têm acesso”.

Texto: O Liberal

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