O caso de uma suposta tentativa de sequestro de uma adolescente de 16 anos, registrado na noite da última quarta-feira (14), no município de Moju, nordeste do Pará, teve um novo desdobramento nesta quinta-feira (15). A jovem admitiu ter inventado a história por medo de ser repreendida pela família.
Inicialmente, a adolescente relatou à família e à Polícia Civil que havia sido colocada à força em um carro preto, modelo Siena, por dois homens encapuzados, vestidos de preto, quando voltava da casa do avô no bairro Centro. Segundo o relato, ela teria conseguido fugir após reagir, chutando a porta do veículo.
A história mobilizou a família e as autoridades, que registraram um Boletim de Ocorrência (BO) e iniciaram investigações para apurar o caso.
No entanto, após a repercussão e diante de contradições no depoimento, a adolescente confessou que não houve sequestro. Segundo informações, ela teria se atrasado e, com medo de ser repreendida pelos pais, inventou a versão para justificar a demora.
Nesta quinta-feira (15), a mãe da adolescente retornou à Delegacia de Polícia Civil de Moju para esclarecer os fatos e solicitar o cancelamento do boletim de ocorrência.
Alerta sobre a gravidade de falsas comunicações de crime
O caso serve de alerta sobre a importância da responsabilidade ao se comunicar ocorrências desse tipo às autoridades. Falsas comunicações de crime são previstas no Código Penal Brasileiro como infração legal e podem gerar sanções.
A Polícia Civil reforça que todos os casos são tratados com seriedade e que situações como essa geram desperdício de recursos públicos, além de causar alarde desnecessário à população.










