
Trabalhadores e trabalhadoras da empresa Brasil BioFuels (BBF) denunciaram publicamente uma situação de grave crise trabalhista no município de Moju, no Pará. De acordo com o manifesto divulgado, centenas de famílias estariam enfrentando dificuldades financeiras devido ao atraso de salários que já ultrapassa quatro meses, além da ausência de pagamento de férias e outras verbas trabalhistas.
Segundo o documento, a empresa alega impossibilidade de manter suas atividades operacionais, mas não formalizou a rescisão contratual de parte dos funcionários nem regularizou os pagamentos pendentes. Com isso, os trabalhadores afirmam estar em um “limbo jurídico”, sem acesso a direitos básicos como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o seguro-desemprego, além de não conseguirem buscar novas oportunidades de trabalho.
Os trabalhadores também destacam que a situação fere princípios fundamentais garantidos pela legislação trabalhista brasileira, incluindo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Constituição Federal. No manifesto, eles classificam o cenário como resultado de descaso administrativo e irresponsabilidade empresarial.
Diante da falta de respostas por parte da empresa, os trabalhadores apresentaram uma série de reivindicações, entre elas: a regularização imediata dos salários e direitos em atraso; a formalização das rescisões contratuais para os funcionários que não serão mantidos; e a intervenção de órgãos de fiscalização, como o Ministério Público do Trabalho e a Justiça do Trabalho.
O grupo afirma ainda que, caso não haja solução, poderá recorrer a mobilizações em vias públicas, incluindo a rodovia PA-475, como forma de chamar a atenção das autoridades e da sociedade para a gravidade da situação.
O manifesto foi divulgado no dia 5 de maio de 2026 e é assinado por trabalhadores ativos da BBF, que reivindicam medidas urgentes em nome da dignidade e do respeito aos direitos trabalhistas.
















