Entidade afirma que enviará ofícios à Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e a outros órgãos para pedir informações sobre a regularização dos repasses
O Sindicato dos Médicos do Estado do Pará (Sindmepa) informou, na noite desta segunda-feira (1º), que irá cobrar esclarecimentos formais da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) sobre os atrasos nos pagamentos de médicos que atuam em unidades da rede pública municipal. A medida foi anunciada após a divulgação de informações sobre dificuldades enfrentadas por profissionais de especialidades como anestesiologia, pediatria e neurologia.
Em nota, o sindicato afirmou que a diretoria da entidade já determinou à assessoria jurídica a elaboração e o encaminhamento de ofícios à Sesma e aos demais órgãos competentes. Segundo o posicionamento, o objetivo é solicitar informações oficiais “acerca da situação dos pagamentos e das providências adotadas para sua regularização”.
O Sindmepa ressaltou que acompanha “com preocupação as notícias veiculadas nos últimos dias acerca da possibilidade de paralisação de serviços médicos envolvendo profissionais pediatras, anestesiologistas e neurologistas que atuam no Pronto-Socorro Municipal da 14 de Março e na Clínica dos Acidentados, em Belém”.
A entidade informou ainda que, até o momento, “não recebeu comunicação oficial por parte dos profissionais ou das entidades representativas dessas especialidades informando a deflagração de movimento paredista ou a paralisação dos serviços”.
Apesar disso, o sindicato destacou que “não pode permanecer inerte diante dos indícios de atrasos remuneratórios e das dificuldades enfrentadas pelos médicos que atuam na rede pública municipal”, considerando a gravidade das informações divulgadas e o potencial impacto na assistência à população.
No posicionamento enviado à imprensa, o Sindmepa também enfatizou que “a remuneração médica possui natureza alimentar e constitui direito fundamental dos profissionais que dedicam suas vidas ao atendimento da população”. Segundo a entidade, “a inadimplência recorrente compromete não apenas a subsistência dos trabalhadores e de suas famílias, mas também ameaça a estabilidade e a continuidade da assistência em saúde”.
O Sindicato afirmou ainda que está à disposição dos profissionais eventualmente afetados para “receber documentação, denúncias e comunicações formais, a fim de adotar todas as medidas administrativas, jurídicas e institucionais cabíveis em defesa da categoria”.
O Liberal








