Quem são os três técnicos suspeitos de matarem pacientes

Eles aplicavam o produto nos pacientes, que resultaram três mortes. Polícia investiga dezenas de casos

que deveria ser um espaço de cuidado extremo e preservação da vida tornou-se cenário de um dos casos mais graves já registrados na saúde do Distrito Federal. A Polícia Civil apura a atuação criminosa de três técnicos de enfermagem suspeitos de provocar mortes de pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga.

Os investigados foram identificados como Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva. Diante das provas reunidas e apresentadas, os suspeitos acabaram confessando os crimes, segundo a polícia.pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF),

As investigações tiveram início após a própria direção do hospital identificar condutas consideradas fora dos protocolos médicos e acionar as autoridades. Durante os primeiros depoimentos, os técnicos alegaram que apenas seguiam orientações médicas, versão que foi descartada após o avanço das apurações.

Um dos episódios mais chocantes revelados pela investigação envolve a aplicação de um produto químico de limpeza diretamente na corrente sanguínea de um paciente. De acordo com o delegado responsável pelo caso, o desinfetante teria sido aspirado com uma seringa e injetado repetidas vezes na vítima, em um procedimento completamente alheio a qualquer prática médica ou de enfermagem.

As mortes sob investigação teriam ocorrido entre os meses de novembro e dezembro do ano passado. A polícia informou ainda que os suspeitos não demonstraram arrependimento nem apresentaram justificativas para os atos.

Em nota oficial, o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) informou que instaurou procedimento para apurar possíveis infrações éticas e reforçou que acompanhará o caso até a conclusão das investigações, respeitando o devido processo legal.

Os três técnicos foram presos durante a Operação Anúbis, deflagrada no dia 11 de janeiro, com apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE). O caso segue sob investigação e pode ganhar novos desdobramentos à medida que outras mortes sejam analisadas pelas autoridades.

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