A média do Brasil será de 6,9%, mas na Região Norte pode subir para 17,6%
A tarifa média de energia elétrica na Região Norte deve subir 17,6% em 2023. A notícia nada agradável ao bolso dos paraenses foi confirmada pelo diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, nesta terça-feira (30), durante a sessão da Comissão de Serviços de Infraestrutura no Senado.
Esse reajuste nas tarifas de energia elétrica é feito anualmente, no aniversário de concessão da distribuidora local. No Brasil, ela deve subir 6,9% ainda neste ano, mas os números se tornam ainda mais alarmantes e “salgados” financeiramente falando para três regiões brasileiras: Norte (17,6%), Nordeste (7,9%) e Centro-Oeste (6,5%). Já o Sul (4,5%) e o Sudeste (5,7%) os reajustes não saíram tão caros.
Uma das únicas boas notícias dadas pelo diretor da Aneel é que a bandeira tarifária deve permanecer verde neste ano, ou seja, sem cobrança adicional da conta de luz. A boa perspectiva também segue projetada para o ano de 2024.
“Já estamos desde o ano passado sem acionamento das bandeiras. Esse ano não teremos acionamento das bandeiras e boas perspectivas para o ano que vem. Isso dá uma melhor percepção para o consumidor”, afirmou Sandoval.
‘Brasil é um país de tarifa cara’, diz diretor
Segundo o diretor da Aneel, Sandoval, o Brasil pode até ser um país de energia barata, mas possui “tarifa cara”. Ele explica que isso ocorre, porque os encargos setoriais cresceram acima do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) desde 2015.
Hoje em dia, os contributos chegam a somar aproximadamente R$ 34,4 bilhões e são divididos da seguinte forma: R$ 13,3 bilhões são da da CCC (Conta Consumo de Combustíveis), para geração nos sistemas isolados; R$ 8,2 bilhões das fontes incentivadas, como solar e eólica; e R$ 4,7 bilhões da tarifa social de energia, que reduz a conta de energia elétrica para consumidores que estão em vulnerabilidade.

O Liberal








