Mulher é morta a facadas pelo ex-companheiro ao sair do trabalho

Uma câmera de segurança registrou os últimos momentos de vida de Paula Santos da Silva, de 37 anos, após ela ser brutalmente esfaqueada pelo ex-companheiro em São Vicente, no litoral de São Paulo. Ferida gravemente, a vítima ainda caminhou por alguns metros enquanto pedia socorro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu em frente ao prédio onde morava. O suspeito, Severino Alves Pereira, de 56 anos, foi preso e confessou o crime.

O feminicídio ocorreu na noite de segunda-feira (13), na região central da cidade. De acordo com testemunhas, Paula havia acabado de sair do trabalho, no Shopping Brisamar, quando foi surpreendida pelo ex-companheiro na Rua Tibiriçá. Ela foi atingida por diversas facadas, principalmente na barriga e no pescoço.

As imagens de monitoramento mostram a vítima ensanguentada caminhando com dificuldades e acenando para pessoas que passavam pela rua na tentativa desesperada de conseguir ajuda. Segundo a Polícia Civil, Paula conseguiu percorrer parte do trajeto até cair em frente ao edifício onde vivia, na Rua Frei Gaspar.

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, porém a morte foi confirmada ainda no local.

Suspeito confessou o feminicídio

Durante o depoimento, Severino Alves Pereira confessou o assassinato e detalhou a sequência dos fatos. Conforme relatado aos investigadores, após atacar a ex-companheira, ele foi até a Ponte Pênsil para descartar a faca utilizada no crime e, em seguida, passou pela Praça da Biquinha, onde lavou as mãos.

Posteriormente, o homem afirmou que retornou ao condomínio da vítima após receber ligações de funcionários do prédio. Segundo ele, a intenção seria verificar como estava a filha de Paula, de apenas 9 anos.

No local, os policiais analisaram imagens das câmeras de segurança, identificaram Severino como autor do ataque e efetuaram sua prisão em flagrante. O suspeito também confessou o crime durante a abordagem.

Relacionamento havia terminado

Segundo moradores, Paula havia se mudado para o prédio há cerca de seis meses junto com a filha. Informações da investigação apontam que o relacionamento entre a vítima e Severino durou aproximadamente três meses.

Ainda conforme a apuração, o suspeito já estava bloqueado no celular de Paula e havia sido proibido de frequentar o apartamento da vítima, indicando que o relacionamento estava encerrado antes do crime.

A criança foi retirada do imóvel por policiais e entregue ao pai biológico, que assumiu sua guarda após o ocorrido.

Crime é investigado como feminicídio qualificado

A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio qualificado, com agravantes de emboscada e de recurso que dificultou a defesa da vítima. O suspeito permanece preso e ficará à disposição da Justiça.

O caso reforça o alerta sobre a violência contra a mulher e integra as estatísticas de feminicídios registrados no país, crime considerado hediondo pela legislação brasileira.

Por Ver-O-Fato

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