Motorista é considerado foragido após decisão judicial; defesa nega tentativa de fuga e afirma que segundo atropelamento ocorreu após perda de controle do veículo.
A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do advogado Jeferson Nascimento Barros, de 35 anos, investigado por atropelar um motociclista duas vezes na Estrada de Itapecerica, no Parque Fernanda, Zona Sul da capital paulista. O caso, registrado na madrugada de sábado (18), é investigado pela Polícia Civil como tentativa de homicídio.
Com a decisão judicial, também foram autorizados mandados de busca e apreensão na residência e no escritório do investigado, além da apreensão do carro envolvido no atropelamento. Nesta segunda-feira (20), equipes da Polícia Civil realizaram diligências para localizar o suspeito, mas ele não foi encontrado e passou a ser considerado foragido.
A vítima, Cid Baldacci Correia, de 66 anos, recebeu alta do Hospital do Campo Limpo no domingo (19) e segue em recuperação em casa.
Imagens mostram momento em que motorista passa sobre motociclista
O atropelamento foi registrado por testemunhas e as imagens repercutiram nas redes sociais. Segundo a investigação, após atingir a motocicleta durante uma conversão na Estrada de Itapecerica, o motorista desceu do veículo.
Enquanto populares prestavam socorro ao motociclista, o condutor retornou ao carro, acelerou e passou novamente sobre a vítima, que permanecia caída no asfalto. A sequência dos fatos reforçou a linha de investigação da Polícia Civil, que apura o caso como tentativa de homicídio.
De acordo com depoimentos, o advogado estava acompanhado de dois amigos após deixarem uma casa noturna na região do Campo Limpo. Um deles afirmou que o acidente ocorreu durante uma tentativa de conversão para acessar a pista contrária.
Testemunhas também relataram aos policiais que os ocupantes do veículo aparentavam estar sob efeito de álcool, circunstância que também faz parte das investigações por possível embriaguez ao volante.
Defesa contesta versão apresentada pela polícia
Em nota, a defesa de Jeferson Nascimento Barros negou que ele tenha fugido imediatamente após o primeiro impacto. Segundo os advogados, o motorista desceu do carro para tentar acalmar as pessoas presentes e seus acompanhantes acionaram rapidamente o atendimento médico.
Sobre o segundo atropelamento, os defensores sustentam que o episódio não foi intencional. Conforme a versão apresentada, uma pessoa teria invadido parcialmente o veículo pela janela e puxado o volante, fazendo com que o motorista perdesse completamente o controle da direção. Como o automóvel possui câmbio automático, essa ação teria provocado um movimento brusco que resultou no segundo impacto contra a vítima.
A defesa afirma ainda que Jeferson deixou o local por temer agressões, alegando que estava sendo ameaçado por pessoas presentes e que familiares também passaram a sofrer intimidações.
Os advogados destacaram que o investigado possui residência fixa, atua há 12 anos no mesmo escritório de advocacia, é pai de uma criança de cinco anos, não possui antecedentes criminais e pretende colaborar com as investigações. Segundo a defesa, ele não se apresentou espontaneamente devido às supostas ameaças de morte recebidas.
Polícia continua buscas pelo investigado
O delegado responsável pelo caso, Eder Vulczak, informou que equipes estiveram na residência do advogado, localizada na Vila das Belezas, mas ele não foi localizado. As buscas continuam para o cumprimento do mandado de prisão preventiva.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que reúne depoimentos, imagens e demais provas para esclarecer as circunstâncias do atropelamento.
Por G1







