Jornalismo não é profissão de covardes – Por Taciano Cassimiro

o jornalismo como vocação e ferramenta para noticiar, informar e provocar reflexões profundas, em busca de mudanças concretas, em todas as estruturas sociais, não deve ser curvar ante a face dos poderosos que a todo custo querem calar os jornalistas.
7 de abril, Dia do jornalista,
Data criada em 1931 pela ABI (Associação Brasileira de Imprensa) em homenagem a Giovanni Battista Libero Badaró, ou simplesmente, Líbero Badaró, ardoroso defensor da liberdade de imprensa  e criador do OBSERVATÓRIO CONSTITUCIONAL. Badaró era um critico ferrenho dos desmandos e excessos do governo de Dom Pedro I. Dizia Badaró ” Não devia vegetar no Brasil a planta do despotismo“. O jornalista foi assassinado em 20 de novembro de 1830. Suas últimas palavras “Morre um Liberal, mas não morre a Liberdade“, as acusações da morte foram direcionadas a um alto funcionário do judiciário, absolvido por falta de provas. Muitos historiadores acreditam que a ordem para matar Badaró veio de Dom Pedro, que diante de descontentamentos com seu governo abdicou em 7 de abril de 1831.
A história do jornalismo no Brasil está vinculada a perseguições e mortes, eis um pouco de história:
Cipriano Barata, abolicionista já em 1860, crítico de Dom Pedro I, foi preso por diversas vezes e na prisão exercia sua missão de jornalista, seu jornalismo, chamado do cárcere durou 12 anos.
Vladimir Herzog foi torturado e assassinado em 25 de outubro de 1975 no antigo prédio da rua Tomás Carvalhal, no Bairro do Paraíso, em São Paulo, onde funcionava o Destacamento de Operações de Informações (DOI), departamento do Centro de Operações de Defesa Interna, (CODI), órgão subordinado à Segunda Divisão de Exército. Vlado mesmo se apresentando espontâneamente foi vitima da covardia e tirania dos que atentam contra a liberdade de imprensa. E o mais rídiculo é que forjaram uma cena para dizer que o jornalista havia cometido suicídio.
Em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, Paulo Rocaro, 51 anos, Editor – Chefe do Jornal da Praça, é assassinado  em 12 de fevereiro de 2012 com nove tiros, na cabeça e tórax.
Luiz Henrique o “Tulu”, também em Ponta Porã dirigia o mesmo Jornal da Praça foi assassinado em 4 de outubro do mesmo 2012, a três dias de completar 45 anos, recebeu três tiros. Um na cabeça e dois no tórax.
Em 2020, Léo Veras, o Léo foi executado por pistoleiros em 12 de fevereiro, enquanto jantava com familiares em casa, na cidade de Pedro Juan Caballero, lado paraguaio da extensa fronteira seca.
AGORA
Perseguições aos profissionais da imprensa continuam. Ataques de todas as direções, principalmente de líderes políticos que se sentem prejudicados quando suas visceras corruptas são expostas para sociedade. Um outro fato vivido por jornalistas é ver o povo sendo motivados por figuras da política à hostilizarem os profissionais. Jornalistas são hoje umas das figuras mais atacadas e criticadas na sociedade, e não raro por pessoas motivadas por questões ideologicas, binarismo político-ideologico, e com graves problemas para lidarem com o contraditório.
É verdade que a imprensa comete seus pecados, mas como Badaró devemos refutar a tese de que os abusos praticados pela imprensa justificariam o cerceamento da liberdade.
O mundo vive hoje a crise provocada pelo CORONAVÍRUS-COVID-19, e por trás da tragédia está a censura a imprensa chinesa o que impediu o mundo de receber informações porque não dizer, em tempo real.
FINALMENTE
Com muita ou pouca perseguição o jornalismo como vocação e ferramenta para noticiar, informar e provocar reflexões profundas, em busca de mudanças concretas, em todas as estruturas sociais, não deve ser curvar ante a face dos poderosos que a todo custo querem calar os jornalistas.
Assim à semelhança de Sobral Pinto que disse “A advocacia não é profissão de covardes”, eu afirmo que “Jornalismo também não é profissão de covardes“.
Felicitações a todos os jornalistas!
Fonte: Tailândia News Brasil

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