A família de uma mulher que sobreviveu a uma tentativa de feminicídio em Belém suspeita que o ataque tenha sido planejado e pede que a Polícia Civil investigue a possível participação da mãe do acusado.
Em uma publicação nas redes sociais, Giovanni Künzig, irmão da vítima, afirmou que Valena Brasil, mãe do advogado Danilo Brasil Lopes, teria atraído a ex-companheira do filho para um encontro e a segurado durante as agressões.
Segundo o relato, a vítima havia encerrado o relacionamento com Danilo, mas ele continuava insistindo em uma reconciliação. Conforme a versão apresentada por Giovanni, Valena teria convidado a ex-nora para conversar, alegando estar abalada com os problemas que enfrentava com o filho.
Como mantinha uma relação próxima com Valena, a mulher aceitou o convite. Ainda segundo o irmão, a mãe do advogado teria dito que ele não estava em casa. Quando a vítima se preparava para sair, porém, teria sido convencida a permanecer no local.
De acordo com Giovanni, Danilo apareceu em seguida e atacou a ex-companheira com golpes de faca. O irmão afirma que Valena teria segurado a vítima durante as agressões, dificultando sua defesa. As alegações ainda precisam ser apuradas pelas autoridades.
Áudios atribuídos ao suspeito
Na publicação, Giovanni também mencionou gravações atribuídas ao advogado. Segundo ele, em um dos áudios, Danilo teria afirmado que comprou uma faca de açougue para matar a ex-companheira. Em outro trecho, teria dito: “Eu já sabia que ela tava lá”.
A família questiona como o suspeito sabia que a mulher estava no imóvel e pede que as gravações sejam analisadas durante a investigação.
Ataque e prisão
A agressão ocorreu em um imóvel no bairro de Nazaré, em Belém. Conforme informações divulgadas anteriormente, a vítima sofreu três golpes de faca na região abdominal, apresentou intenso sangramento e precisou passar por cirurgia.
Após o ataque, Danilo deixou o local, mas foi encontrado pela polícia em um hotel no bairro da Campina e preso em flagrante na terça-feira (20 de outubro), suspeito de tentativa de feminicídio.
A família pede que a Polícia Civil investigue a possível participação de terceiros e esclareça se o encontro foi organizado para facilitar o ataque.
Até o momento, as alegações sobre o envolvimento da mãe do advogado são atribuídas ao irmão da vítima e dependem de apuração policial.







