Os vigilantes teriam sido obrigados a conviver com o cadáver em uma sala totalmente fechada e sem refrigeração.
O corpo de uma criança de quatro anos, que teria morrido em decorrência de complicações da Covid-19, estaria por mais de 24 horas na emergência da unidade do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). A denúncia foi feita por vigilantes que estão sendo obrigados a trabalhar em um local que possivelmente está contaminado pelo vírus.
Durante a manhã desta terça-feira (30), o diretor do Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal, Gilmar Rodrigues, esteve no Hmib para averiguar a situação. Ele gravou um vídeo e divulgou nas redes sociais, no qual mostra a entrada da sala de emergência pediátrica, um local fechado e sem refrigeração, que também abriga os guardas que trabalham na rede de saúde.
“Essa salinha fica na entrada da emergência pediátrica, onde ficam os vigilantes. Esse corpo estava lá há mais de 24h, numa sala que não tem refrigeração, nada. A informação que a direção do hospital passou para a segurança é de que todos os corpos de criança que morrerem agora de Covid vão ficar naquele local. É um absurdo. Todos os pacientes passam por ali”, disse o diretor.
Gilmar relata que os funcionários tentaram reclamar da situação, mas foram repreendidos por uma pessoa que faz parte da direção da unidade de saúde da Asa Sul. “Foram reclamar, e ele falou que eles não tinham nada a ver e que, se não quisessem trabalhar, ele mandaria devolver todos de lá”.
Em nota, a Secretaria de Saúde respondeu em nome do hospital, informando que ‘a unidade ainda aguarda o resultado do teste RT-PCR para concluir se o referido paciente estava ou não com Covid’.
“Quanto à questão dos vigilantes terem sido repreendidos, realmente, isso aconteceu. Eles tiveram uma conduta totalmente inapropriada e irregular ao tirarem foto do corpo, sem autorização da família nem do hospital, desrespeitando o momento de luto e tristeza dos envolvidos”, concluiu o comunicado.
Fonte: O Liberal









