Guarda municipal é assassinado a tiros no interior do Pará

Foto: reprodução.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a vítima foi executada na madrugada deste sábado, 18; 4 suspeitos pelo crime já foram identificados pela PM, mas nenhum foi preso ainda.

O guarda municipal Mariano Bruno Sarges, do município de Mãe do Rio, nordeste paraense, foi executado a tiros na madrugada deste sábado (18), em uma loja de conveniência. Imagens de câmeras de segurança que circulam nas redes sociais mostram quatro homens armados saindo de um veículo de cor preta e realizando os disparos. Não há a confirmação se a morte aconteceu no local ou a caminho do atendimento médico.

Pelo vídeo gravado por volta de 4h34 da manhã, é possível ver quando o carro se aproxima da vítima que está sentada na parte traseira de uma caminhonete, em um posto de gasolina, acompanhada de outras pessoas. Três suspeitos saem do carro com arma em punho. Inicialmente, apenas dois deles atiram contra Bruno. O homem cai no chão e os envolvidos realizam os disparos na cabeça do guarda enquanto um outro suspeito inspeciona os bolsos da bermuda vítima.

O quarto suspeito, ainda de dentro do carro, atira contra outras pessoas que estavam no local. Em seguida, ele sai do automóvel e efetua mais alguns disparos contra o guarda municipal. Os criminosos entram no carro e fogem do local.

O 19º Batalhão da Polícia Militar (19 BPM) comunicou que o veículo utilizado no homicídio já foi apreendido e que o crime teria sido premeditado.

Os quatro acusados de matar o Guarda Municipal Mariano Bruno Sarges já foram identificados pela polícia. Os envolvidos foram apontados como Levi Dos Santos da Silva, o “Torre do CV”, de 23 anos; Pedro Paulo de Castro, o “Beiçola”, de 19 anos; Deuziel Garcia de Oliveira, o “Sucuba”, de 21 anos e Robson Raul Cordeiro, de idade não informada. As autoridades policiais do nordeste paraense seguem em busca do quarteto. Nenhum deles havia sido preso até às 18h deste sábado.

Pedro Paulo de Castro, o Beiçola. Foto: reprodução.

Em entrevista ao OLiberal.com, um policial militar que preferiu não se identificar confirmou o nome dos suspeitos e afirmou que os quatro envolvidos no assassinato de Mariano Bruno fazem parte de uma faccção criminosa. Inclusive, como detalhou o militar, o primeiro a atirar na vítima, Levi, que foi liberado há pouco tempo do sistema penal.

“Bruno já vinha sofrendo ameaças. [Os suspeitos] estavam arquitetando o crime há muito tempo. Levi saiu há pouco tempo do presídio. Esses caras no mínimo já tem mais de 15 homicídios só naquela região de Mãe do Rio, Aurora do Pará e Novo Horizonte”, afirmou o policial.

O carro usado na execução foi encontrado pela polícia nas proximidades da comunidade Santa Ana do Pirimpindeua, em Aurora do Pará.

Bruno era guarda municipal de Mãe do Rio, mas estava de folga e se divertindo com amigos na cidade vizinha, Aurora do Pará, quando foi alvejado. Ainda no início da tarde do sábado, corpo do agente de segurança está no Núcleo Avançado de Paragominas e não tinha sido liberado.

O guarda municipal Mariano Bruno Sarges é filho do sargento PM da reserva, Antônio Anilde Alves, que atualmente atua na Guarda Municipal local. O corpo da vítima ainda está no Instituto Médico Legal (IML) e deve ser velado na casa da família, no município de Mãe do Rio, no bairro Santo Antônio.

Por O Liberal.

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