
O plano busca realizar ações para reduzir danos e prejuízos diante da atual situação ambiental enfrentada no território paraense e acelerar as ações para a preservação da floresta e bem-estar da população.
O governo do Pará lançou, nesta quarta-feira (18/09), o Plano Estadual de Ações contra a Estiagem, Queimadas e Incêndios Florestais (PAEINF). A iniciativa irá promover medidas para o socorro, resgate e salvamento, combate a incêndios, recuperação de serviços essenciais, assistência e logística humanitária, entre outras medidas para reduzir danos e prejuízos, além de reduzir o tempo de resposta do Corpo de Bombeiros Militar (CBMPA) e Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEDEC) a essas ocorrências.
Entre as medidas anunciadas pelo chefe do Executivo estadual está o aumento do efetivo de militares de 108 para 180, um incremento de 66%. Além disso, atualmente há 24 viaturas em campo, além de 15 frentes de combate em atuação.
As ações preveem a ampliação do número de agentes na linha frente em combate a incêndio; aumento do número de brigadistas em municípios mais afetados pelas queimadas; Plano para a distribuição de Água para moradores dos municípios onde ocorre a estiagem; auxílio do governo para auxiliar as famílias a se manterem durante o período de crise; além de parceria com o Ministro das cidades para envio de mais recursos para auxiliar os moradores e as áreas mais afetadas.
“Esforços no âmbito municipal, estadual e federal são fundamentais para que nós possamos ter a efetividade redução dos níveis de queimada que estão infelizmente acontecendo em nosso território. Esse é um plano transversal, pois trata sobre os impactos à vida, os problemas de saúde da população que está nas áreas de queimada, problemas respiratórios e tantas outras repercussões à saúde. Seja a estratégia de apoio às comunidades remotas, as comunidades que estão sofrendo a consequência de isolamentos. Os municípios precisam de uma atenção estratégica do Corpo de Bombeiros, com a logística, com dialoga sobre o abastecimento de água, auxilio à população e outros serviços essenciais que necessitam ser realizados”, diz
O plano foi criado diante do cenário de seca severa e crescimento das queimadas no estado, reforçando o papel e o trabalho pré-desastre das duas entidades, voltado para a diminuição do número de eventos com potencial de desastres no Pará ou suas consequências, bem como o trabalho de resposta e reconstrução pós-desastre, visando restaurar a normalidade social.
O plano tem como base o Decreto Estadual 3.629/2023, que cria o Comitê Integrado de Resposta à Estiagem e Incêndios Florestais no Pará (CIREIF), e como foco os municípios das regiões mais afetadas, entre elas, Araguaia, Baixo Amazonas, Carajás, Guajará, Guamá, Lago de Tucuruí, Marajó, Rio Caeté, Rio Capim, Tapajós, Tocantins e Xingu.
Segundo a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), somente neste ano, o Pará registrou 33.066 focos de queimadas. Dados que representam um crescimento de 110% se comparado com o mesmo período de 2023. No ano passado, o número de áreas atingidas por queimadas somaram 3.569. Já em 2024, foram registrados 7.565. Segundo o governo do Pará, estão sendo realizadas ações em áreas federais e também em terras indígenas, locais mais afetados pelos incêndios. Entre as cidades que mais precisam de recursos de combate estão: Bom Jesus do Tocantins (TI Mãe Maria), Água azul do Norte (TI Xikrin), Ourilândia do Norte (TI Xikrin), Jacareacanga (TI Sai Cinza) e São Félix do Xingu (TI Apiterewa).
Ações
Todos os anos, o Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMPA) deflagra a Operação Fênix, para combater e prevenir incêndios florestais. Diante da situação, o governo irá ampliar em 70% o número de agentes que devem agir nas áreas mais precárias do Pará. Atualmente estão sendo utilizadas 24 viaturas em campo, cerca de 108 bombeiros militares treinados e especializados, e mais 15 frentes de combate. Além disso, também há a atuação de helicópteros, viaturas e caminhões. Com o plano em vigor, todas as frentes serão ampliadas.
“Nós estaremos anunciando agora a ampliação do efetivo de 108 para 180 militares que estarão à disposição da operação. Portanto, complementando o efetivo do Corpo de Bombeiros.É possível um conjunto de brigadistas, que são formados de maneira muito rápida, em cerca de uma semana, é possível formar brigadistas junto com os municípios para que possamos ter uma participação mais ampla de combate aos focos de incêndio existentes no nosso estado”, ressalta Helder Barbalho.
Paienf
O PAIENF-2024 foi elaborado a partir da análise de mapeamentos e cenários de risco identificados como prováveis e relevantes, caracterizados como hipóteses para eventos extremos de estiagem e incêndios florestais.
Entre as ações que serão desenvolvidas estão: a Implantação da Sala de Monitoramentos de Informações de Desastres (SIMD); a Implantação e Estruturação do Boletim de Informações Queimadas e Incêndio florestal (BolMeQ); o Mapeamento de Área de Focos de Calor; Vistorias em áreas de Focos de queimadas; Assessoramento municipal em Situação de Emergência por estiagem e incêndio florestal; Acompanhamento das decretações de Situações de Emergência ou Estado de Calamidade Pública no Sistema Informação de Desastres do Pará (SiD-Pará); além da Mobilização do SEPDEC em Situação de Emergência e Calamidade Pública, a Operação Fênix 2024, um Curso de Combate a Incêndio Florestal na Amazônia CCIFA 2024 e a Instrução de Nivelamento de Conhecimento (INC) Florestal.
Prevenção
O secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, Raul Protázio Romão, comentou sobre a importância da medida para auxiliar as famlias nos municípios que apresentam as maiores áreas recobertas por cicatrizes de fogo.
“No mês de outubro, isso se manterá, predominantemente, e em novembro as chuvas devem retornar inclusive um pouco acima da média. A anormalidade é um indicativo forte das mudanças climáticas que a gente vem observando. Destacamos também as ações nas áreas federais atingidas, onde o corpo de bombeiros também está atuando. Temos, neste mês de setembro, uma anomalia, com chuvas abaixo do esperado. Vamos realizar um trabalho para dar maior segurança à população e auxiliar em todas as necessidades possíveis”, afirmou o secretário.

Por O Liberal














