Governo do Pará entrega ponte sobre o Rio Meruú e integra regiões do Estado

A obra também ajudará a incentivar ainda mais a cadeia produtiva do Baixo Tocantins

Um marco da história da região do Baixo Tocantins foi escrito nesta quinta-feira (24), quando o governador do Pará, Helder Barbalho, entregou a ponte “Gerson Peres”, sobre o rio Meruú, no município de Igarapé-Miri. Localizada na PA-151, a nova via integrará a região com a Grande Belém, beneficiando diretamente 12 municípios: Igarapé-Miri, Mocajuba, Barcarena, Abaetetuba, Cametá, Baião, Moju, Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides e Santa Izabel.

O percurso de uma margem a outra do rio Meruú agora é feito em 38 segundos pelos veículos. Antes, se esperava até uma hora para atravessar o rio na balsa. O ganho é para a logística, para a produção, para a economia do município e para toda a população que vive no Baixo Tocantins, que segundo o último censo do IBGE ultrapassa 740 mil habitantes.

Segundo o governador Helder Barbalho a entrega da ponte do Meruú envolve sonho, esperança, expectativa e muito tempo de espera de toda a população do Baixo Tocantins.

“Nada é mais importante do que cuidar da vida e das pessoas. Mas além disso, essa ponte vai ajudar muito na produção, geração de emprego e renda para o Baixo Tocantins. Essa região é sustentada pelo açaí, pela pesca, pelo dendê, cacau, pimenta do reino, mandioca, agricultura familiar. Aqui e acolá também pela pecuária. Não adianta da porteira para dentro o lote produzir, porque se você tem uma estrada ruim, o custo do transporte do produto diminui o lucro do produtor. Hoje, com essa ponte, diminuímos também o custo do frete e isso melhora o lucro do produtor, principalmente do agricultor familiar. A todos os agricultores, minha alegria aqui com vocês”, discursou Helder Barbalho.

Como a economia da região do Baixo Tocantins gira em torno da produção, beneficiamento e exportação do açaí, projetando Igarapé-Miri como o maior produtor de fruto do Brasil, a economia da região a partir de agora está dividida em dois marcos temporais: antes e depois da ponte. “Sem a ponte, a indústria enfrentava muitas dificuldades, já que trabalhamos com um produto perecível. A demora na travessia fazia aumentar o tempo de exposição do fruto à chuva e ao sol, prejudicando muito o produto final. Agora, teremos essa realidade melhorada. Já cheguei a pagar até R$ 2 mil por dia para atravessar nossos caminhões em tempo de safra, então esse valor acabava indo para o preço final do produto”, disse Edison Irmão, coordenador de logística de uma empresa de açaí localizada na cidade.

O coordenador de logística explica ainda que a maioria dos fornecedores da empresa fica na margem oposta do rio Meruú, onde está localizada a fábrica, que processa em média 120 toneladas de açaí por dia. O fruto movimenta mais de R$ 3 bilhões na economia paraense. O Pará é o maior produtor de açaí no planeta com cerca de 1,5 milhão de toneladas anuais.

Daniel Silva, autônomo, destaca que a ponte vai facilitar a vida de quem mora na região do Baixo Tocantins. “Eu costumo atravessar a balsa em 40 minutos a depender do trânsito, e agora com a construção da ponte vai ser tudo muito rápido. O governo estadual tá de parabéns por essa contribuição, que vai facilitar com o trabalho de muita gente”, disse.

SETRAN

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