Em Moju, a advogada previdencialista Ana Paula tem sido vítima de criminosos que utilizam indevidamente seu nome e dados profissionais para aplicar o chamado golpe do falso advogado. Pelo menos um cliente já caiu na fraude, e o caso foi registrado em Boletim de Ocorrência.
O golpe tem se tornado cada vez mais comum em todo o país. Criminosos se passam por advogados ou representantes de escritórios jurídicos, utilizando dados públicos de processos judiciais para criar abordagens convincentes, com linguagem técnica, tom de urgência e falsa aparência de legalidade.
Como funciona o golpe do falso advogado
Trata-se de uma fraude em que golpistas fingem ser profissionais do Direito com o objetivo de induzir a vítima a realizar pagamentos indevidos, sob o pretexto de liberação de valores, encerramento de processos ou cumprimento de supostas exigências judiciais.
Em casos individuais, vítimas relatam prejuízos de milhares de reais em um único contato, com baixas chances de recuperação do dinheiro.
1. Uso de dados reais de processos e advogados
Os criminosos acessam informações públicas disponíveis em sites de tribunais, diários oficiais e outras bases abertas. A partir disso, identificam nomes das partes envolvidas e dos advogados responsáveis, personalizando as mensagens para reduzir a desconfiança da vítima.
2. Contato direto com a vítima
O contato ocorre por ligação, WhatsApp, e-mail ou mensagens de texto. A comunicação é feita com linguagem formal e termos jurídicos.
É comum o uso de tom urgente, alegando prazos curtos ou risco de perda de valores. Em alguns casos, os golpistas enviam áudios, vídeos ou documentos falsos para reforçar a falsa autoridade.
O argumento mais comum é que a vítima teria um valor a receber, mas que seria necessário pagar uma “taxa de liberação”.
3. Pedido de pagamento via Pix ou transferência
Na fase final, os criminosos solicitam pagamentos referentes a supostas taxas judiciais, custas de cartório ou honorários emergenciais.
O dinheiro é pedido, quase sempre, via Pix ou transferência bancária, sob justificativa de urgência — um dos principais sinais de alerta, já que cobranças legítimas seguem trâmites formais e oficiais.
O que fazer se cair no golpe
Agir rapidamente é essencial para reduzir prejuízos e auxiliar nas investigações. Veja as orientações:
- Registre um boletim de ocorrência o quanto antes, informando todos os detalhes do contato e os valores transferidos;
- Guarde todas as provas, como mensagens, e-mails, áudios, comprovantes de pagamento e números utilizados pelos golpistas;
- Avise imediatamente o banco, para avaliar a possibilidade de bloqueio ou rastreamento da transação;
- Comunique a OAB e o tribunal relacionado ao processo, que possuem canais específicos para lidar com esse tipo de fraude;
- Procure orientação jurídica com um profissional de confiança para avaliar os próximos passos e evitar novas tentativas de golpe.
Alerta: Advogados não solicitam pagamentos inesperados por WhatsApp ou ligação, especialmente com urgência. Sempre confirme qualquer informação diretamente com seu advogado de confiança ou no escritório físico.
